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Nelson Rolihlahla Mandela


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HAPPY BIRTHDAY
Nelson Rolihlahla Mandela, prémio Nobél Da Paz, alma ímpar, nasceu dia 18 de julho á 94 anos. “Durante a sua vida dedicou-se a esta luta dos povos africanos. lutou contra a dominação branca e contra a dominação negra. Acalentado o ideal de uma sociedade democrática e livre em que todas as pessoas vivem juntas em harmonia e com oportunidades iguais. É um ideal que espera viver. Mas, meu s…enhor, se for preciso, é um ideal pelo qual estava preparado para morrer.” ‘Ele não teve nenhuma epifania, nenhuma revelação singular, nenhum momento da verdade, mas uma acumulação constante de mil ofensas, mil indignidades e mil momentos para esquecer que produziram nele uma raiva, uma rebeldia, o desejo de lutar contra o sistema que prende o seu povo. Não houve dia em particular em que ele disse-se, ‘agora vou me dedicar a libertação do meu povo’; em vez disso, simplesmente se via fazendo isso, e não podia fazer outra coisa’ vais conseguir mais neste mundo através de atos de misericórdia do que através de atos de retaliação.’ ‘A primeira coisa é ser honesto consigo mesmo. Nunca se pode ter um impacto na sociedade se não se mudou a si mesmo … Grandes pacificadores são pessoas de integridade, de honestidade, mas também de humildade.’ ‘Ninguém nasce odiando outra pessoa pela cor de sua pele, ou o seu passado, ou sua religião. As pessoas aprendem a odiar, e se eles podem aprender a odiar, podem ser ensinadas a amar, pois o amor chega mais naturalmente ao coração humano do que o seu oposto.’ ”Quando saíu em direção ao portão que o levaria à liberdade, sabia que se não deixasse a amargura e o ódio para trás, ainda estaria na prisão. ‘Depois de se escalar uma alta montanha, descobre se que existem ainda muitos outros montes para subir, Ele aprendeu quea coragem não é a ausência de medo, mas o triunfo sobre ele. O homem corajoso não é aquele que não sente medo, mas quem vence esse medo.’ ‘Devemos usar o tempo com sabedoria e perceber que o tempo é sempre propício para fazer o certo. A educação é a arma mais poderosa que você pode usar para mudar o mundo. ‘Se conversar com um homem em uma língua que ele compreenda, a mensagem vai para a cabeça. Se você falar com ele na sua linguagem, vai para o coração. ‘Ser livre não é apenas arrebentar as próprias algemas, mas viver de uma forma que respeite e valorize a liberdade dos outros. ‘Ela sempre parece impossível… até ser alcançada!
 

FERNADO PESSOA (13/06/1888 – 30/11/1935)


Álvaro de Campos, Alberto Caeiro, Ricardo Reis

Escritor português, que nasceu a 13 de Junho, de 1888 numa casa do Largo de São Carlos, em Lisboa. Aos cinco anos morreu-lhe o pai, vitima de tuberculose, e, no ano seguinte, o irmão, Jorge. Devido ao segundo casamento da mãe, em 1896, com o cônsul português em Durban, na África do Sul, foi viver para esse país entre 1895 e 1905, aí frequentou, o Liceu de Durban.
Frequentou, durante um ano, uma escola comercial e a Durban High School e concluiu, ainda, o «Intermediate Examination in Arts», na Universidade do Cabo (onde obteve o «Queen Victoria Memorial Prize», pelo melhor ensaio de estilo inglês), com que terminou os seus estudos na África do Sul. No tempo em que viveu neste país, passou um ano de férias (entre 1901 e 1902), em Portugal, tendo residido em Lisboa e viajado para Tavira, para contactar com a família paterna, e para a Ilha Terceira, onde vivia a família materna. Já nesse tempo redigiu, sozinho, vários jornais, assinados com diferentes nomes.
Regressou definitivamente a Lisboa, em 1905, onde frequentou, por um período breve (1906-1907), o Curso Superior de Letras. Após uma tentativa falhada de montar uma tipografia e editora, «Empresa Íbis — Tipográfica e Editora», dedicou-se, a partir de 1908, e a tempo parcial, à tradução de correspondência estrangeira de várias casas comerciais, sendo o restante tempo dedicado à escrita e ao estudo de filosofia (grega e alemã), ciências humanas e políticas, teosofia e literatura moderna, que assim acrescentava à sua formação cultural anglo-saxónica, determinante na sua personalidade.
Em 1920, ano em que a mãe, viúva, regressou a Portugal com os irmãos e em que Fernando Pessoa foi viver de novo com a família, iniciou uma relação sentimental com Ophélia Queiroz (interrompida nesse mesmo ano e retomada, para rápida e definitivamente terminar, em 1929) testemunhada pelas Cartas de Amor de Pessoa, organizadas e anotadas por David Mourão-Ferreira, e editadas em 1978. Em 1925, ocorreu a morte da mãe. Fernando Pessoa viria a morrer uma década depois, a 30 de Novembro de 1935 no Hospital de S. Luís dos Franceses, onde foi internado com uma cólica hepática, causada provavelmente pelo consumo excessivo de álcool.

Levando uma vida relativamente apagada, movimentando-se num círculo restrito de amigos que frequentavam as tertúlias intelectuais dos cafés da capital, envolveu-se nas discussões literárias e até políticas da época. Colaborou na revista A Águia, da Renascença Portuguesa, com artigos de crítica literária sobre a nova poesia portuguesa, imbuídos de um sebastianismo animado pela crença no surgimento de um grande poeta nacional, o «super-Camões» (ele próprio?). Data de 1913 a publicação de «Impressões do Crepúsculo» (poema tomado como exemplo de uma nova corrente, o paúlismo, designação advinda da primeira palavra do poema) e de 1914 o aparecimento dos seus três principais heterónimos, segundo indicação do próprio Fernando Pessoa, em carta dirigida a Adolfo Casais Monteiro, sobre a origem destes, (Alvaro Campos, Alberto Caeiro, e Ricardo Reis).
Em 1915, com Mário de Sá-Carneiro (seu dilecto amigo, com o qual trocou intensa correspondência e cujas crises acompanhou de perto), Luís de Montalvor e outros poetas e artistas plásticos com os quais formou o grupo «Orpheu», lançou a revista Orpheu, marco do modernismo português, onde publicou, no primeiro número, Opiário e Ode Triunfal, de Campos, e O Marinheiro, de Pessoa ortónimo, e, no segundo, Chuva Oblíqua, de Fernando Pessoa ortónimo, e a Ode Marítima, de Campos. Publicou, ainda em vida, Antinous (1918), 35 Sonnets (1918), e três séries de English Poems (publicados, em 1921, na editora Olisipo, fundada por si). Em 1934, concorreu com Mensagem a um prémio da Secretaria de Propaganda Nacional, que conquistou na categoria B, devido à reduzida extensão do livro. Colaborou ainda nas revistas Exílio (1916), Portugal Futurista (1917), Contemporânea (1922-1926, de que foi co-director e onde publicou O Banqueiro Anarquista, conto de raciocínio e dedução, e o poema Mar Português), Athena (1924-1925, igualmente como co-director e onde foram publicadas algumas odes de Ricardo Reis e excertos de poemas de Alberto Caeiro) e Presença.

A sua obra, que permaneceu maioritariamente inédita, foi difundida e valorizada pelo grupo da Presença. A partir de 1943, Luís de Montalvor deu início à edição das obras completas de Fernando Pessoa, abrangendo os textos em poesia dos heterónimos e de Pessoa ortónimo. Foram ainda sucessivamente editados escritos seus sobre temas de doutrina e crítica literárias, filosofia, política e páginas íntimas. Entre estes, contam-se a organização dos volumes poéticos de Poesias (de Fernando Pessoa), Poemas Dramáticos (de Fernando Pessoa), Poemas (de Alberto Caeiro), Poesias (de Álvaro de Campos), Odes (de Ricardo Reis), Poesias Inéditas (de Fernando Pessoa, dois volumes), Quadras ao Gosto Popular (de Fernando Pessoa), e os textos de prosa de Páginas Íntimas e de Auto-Interpretação, Páginas de Estética e de Teoria e Crítica Literárias, Textos Filosóficos, Sobre Portugal — Introdução ao Problema Nacional, Da República (1910-1935) e Ultimatum e Páginas de Sociologia Política. Do seu vasto espólio foram também retirados o Livro do Desassossego por Bernardo Soares e uma série de outros textos.

A questão humana dos heterónimos, tanto ou mais que a questão puramente literária, tem atraído as atenções gerais. Concebidos como individualidades distintas da do autor, este criou-lhes uma biografia e até um horóscopo próprios. Encontram-se ligados a alguns dos problemas centrais da sua obra: a unidade ou a pluralidade do eu, a sinceridade, a noção de realidade e a estranheza da existência. Traduzem, por assim dizer, a consciência da fragmentação do eu, reduzindo o eu «real» de Pessoa a um papel que não é maior que o de qualquer um dos seus heterónimos na existência literária do poeta. Assim questiona Pessoa o conceito metafísico de tradição romântica da unidade do sujeito e da sinceridade da expressão da sua emotividade através da linguagem. Enveredando por vários fingimentos, que aprofundam uma teia de polémicas entre si, opondo-se e completando-se, os heterónimos são a mentalização de certas emoções e perspectivas, a sua representação irónica pela inteligência. Deles se destacam três: Alberto Caeiro, Ricardo Reis e Álvaro de Campos. 


 Segundo a carta de Fernando Pessoa sobre a génese dos seus heterónimos, Caeiro (1885-1915) é o Mestre, inclusive do próprio Pessoa ortónimo. Nasceu em Lisboa e aí morreu, tuberculoso, em 1915, embora a maior parte da sua vida tenha decorrido numa quinta no Ribatejo, onde foram escritos quase todos os seus poemas, os do livro O Guardador de Rebanhos, os de O Pastor Amoroso e os Poemas Inconjuntos, sendo os do último período da sua vida escritos em Lisboa, quando se encontrava já gravemente doente (daí, segundo Pessoa, a «novidade um pouco estranha ao carácter geral da obra»). Sem profissão e pouco instruído (teria apenas a instrução primária), e, por isso, «escrevendo mal o português», órfão desde muito cedo, vivia de pequenos rendimentos, com uma tia-avó. Caeiro era, segundo ele próprio, «o único poeta da natureza», procurando viver a exterioridade das sensações e recusando a metafísica, caracterizando-se pelo seu panteísmo e sensacionismo que, de modo diferente, Álvaro de Campos e Ricardo Reis iriam assimilar.
Ricardo Reis nasceu no Porto, em 1887. Foi educado num colégio de jesuítas, recebeu uma educação clássica (latina) e estudou, por vontade própria, o helenismo (sendo Horácio o seu modelo literário). Essa formação clássica reflecte-se, quer a nível formal (odes à maneira clássica), quer a nível dos temas por si tratados e da própria linguagem utilizada, com um purismo que Pessoa considerava exagerado. Médico, não exercia, no entanto, a profissão. De convicções monárquicas, emigrou para o Brasil após a implantação da República. Pagão intelectual, lúcido e consciente, reflectia uma moral estoico-epicurista.

 Fernado Pessoa comemora hoje 123 anos, sim comemora. Um poéta Lusitano que através do seu legado, se transformou num imortal… entre mortais, a sua obra literária continua actual e a despertar o mesmo interesse que sempre despertou aos ama…ntes da leitura, mesmo com o passar dos anos continua a ser uma referencia se não mesmo a principal referencia da lingua portuguesa a par de José saramago  quer em Portugal, quer no estrangeiro!

Trabalho Elaborado por:

Paulo Coelho

Fonte: a Web

Ronald Reagan (06-02-1911/05-06-2004)


RONALD REAGAN

Ronald Reagan foi o porta-voz do governo limitado mais eloquente dos nossos tempos. Ao longo de 25 anos de incansavelmente “levantar uma bandeira não de cores pálidas, mas de cores vivas” de princípios políticos, ele obteve sucesso em mudar o clima da opinião nos Estados Unidos e ao redor do mundo.

Desde a sua primeira aparição na cena política nacional dos Estados Unidos em 1964, ele falou em favor dos valores que defendeu no seu discurso de tomada de posse como o 40.º presidente dos Estados Unidos da America. Para muitos o reponsavel maximo por vivermos no mundo livre actual.

Ronald Reagan nasceu, a 06 de Fevereiro de 1911 em Tampico, Illinois. Frequentou o Liceu de Dixon, trabalhou para custear os seus estudos na Eureka College, na qual frequentou os cursos de economia e sociologia,  jogou na equipa de futebol americano da universidade, e também actuou nas peças de teatro da escola.

Após se formar, ele tornou-se locutor desportivo de rádio. Um casting em 1937 lhe valeu um contrato em Hollywood. Ao longo dos 20 anos seguintes ele participou em 53 filmes.

Do seu primeiro casamento com a actriz Jane Wyman, ele teve 2 filhos,  Maureen and Michael Reagan. Maureen morreu de cancro em 2001. Em 1952 ele voltou a casar, desta vez com a também actriz  Nancy Davis, de quem teve outros 2 filhos,  Patricia Ann and Ronald Prescott Reagan.

Como presidente do Sindicato dos Actores, Reagan envolveu-se nas disputas em torno da questão do comunismo na indústria cinematográfica. As suas políticas passaram de liberais a conservadoras, e ele tornou-se  porta-voz do conservadorismo na televisão, foi eleito governador da Califórnia em 1966 com uma margem de um milhão de votos e foi reeleito em 1970.

Reagan conquistou a indicação à presidência pelo Partido Republicano em 1980, e escolheu para seu vice presidente o congressista Texano e embaixador das Nações Unidas George Walker Bush (Sénior). Os eleitores, incomodados com a inflação e com os americanos mantidos há um ano como reféns no Irão, conduziram-no à Casa Branca.

A 20 de Janeiro de 1981 Ronald Reagan Toma posse como o 40.º presidente dos Estados Unidos da América. apenas 69 dias depois ele sofre um atentado contra a sua vida onde felizmente para todos nós… apenas sofre ferimentos dos quais consegue rucuperar rápidamente. A sua força, inteligência e graciosidade com que lidou com este perigoso acidente valeram lhe o seu pique de popularidade.

Lidando habilmente com o Congresso, Reagan conseguiu uma legislação para corte de impostos, estimulou o crescimento econômico, conteve a inflação, aumentou o emprego e fortaleceu a defesa nacional. Mesmo quando o fortalecimento das forças de defesa levaram a um grande défice, ele recusou-se a desviar do curso.

A renovação da autoconfiança nacional em 1984 ajudou o seu governo a conquistar a reeleição. Em 1986, Reagan conseguiu uma reformulação do imposto de renda. No final de seu governo, o país estava desfrutando do período mais longo de prosperidade registrado em tempos de paz.

Na política externa, a gestão de Reagan ficou marcada pelo escândalo “Irão-Contras”. Descobriu-se que funcionários do alto escalão do governo vendiam armas ilegalmente para o Irão e usavam o dinheiro para frinanciar os rebeldes anti-sandinistas da Nicarágua. Investigações apontaram que o general Oliver North estava por trás do esquema, do qual Reagan tinha conhecimento.

Reagan buscou estabilidade internacional por meio do polêmico projeto “paz pela força”. Em encontros com o líder soviético Mikhail Gorbachev, ele negociou um tratado que eliminou os mísseis nucleares de alcance médio. Reagan declarou guerra contra o terrorismo internacional, enviando bombardeiros americanos contra a Líbia, após se confirmar o envolvimento daquele país em um ataque contra soldados americanos num clube nocturno de Berlim Ocidental.

Ao ordenar escoltas navais no Golfo Pérsico, ele manteve o fluxo livre de petróleo durante a guerra Irão-Iraque. Seguindo a Doutrina Reagan, apoiou as revoltas anticomunistas na América Central, na Ásia e na África.

Em geral, os anos Reagan viram a restauração da prosperidade, e da paz mundial. Ele deixou o governo dos Estados Unidos da América no final do seu 2.º mandato presidencial em 1989, retirando-se para o seu rancho na Califórnia.

Em novembro de 1994, Reagan anunciou ao povo americano que sofria da doença de Alzheimer, uma doença progressiva e degenerativa que compromete o cérebro. Depois do anúncio, sua filha mais velha, Maureen Reagan, do seu primeiro casamento com Jane Wyman Reagan, tornou-se porta-voz da Associação de Alzheimer.

Ronald wilson Reagan, morreu a 05 de junho de 2004 na califórnia, o seu corpo encontra-se sepultado na biblioteca presidencial Ronald Reagon na 40 Presidential Drive Simi Valley, CA 93065 California, EUA.

Assim dou por terminado este artigo, uma pequena omenagem da minha minha parte, para com o Homem que permitiu que eu crescesse e vivesse num mundo livre e na sua maior parte em democracia, quando passam exactamente 7 anos do seu desparecimento fisico.

Quem não conhece o famoso discurso  de Ronald Reagan nas portas de Berlim em 1987: General Secretary Gorbachev, if you seek peace, if you seek prosperity for the Soviet Union and eastern Europe, if you seek liberalization, come here to this gate. Mr. Gorbachev, open this gate. Mr. Gorbachev, Mr. Gorbachev, tear down this wall!

Artigo elaboarado por:

Paulo Coelho

Fonte: white House web page

“O que os Finlandeses Precisam de Saber sobre Portugal”


Um vídeo que salienta glórias portuguesas e recorda a ajuda à Finlândia, em 1940, está a causar furor nas redes sociais. Com o título “O que os Finlandeses Precisam de Saber sobre Portugal”, a peça foi apresentada ontem pelo presidente da Câmara Municipal de Cascais aos participantes nas conferências do Estoril.

O filme “O que os Finlandeses Precisam de Saber sobre Portugal” começa com a recordação de que a bandeira finlandesa atual fora a portuguesa há oito séculos e termina com a evocação de uma das maiores campanhas de voluntariado alguma vez feita no país, em 1940, a favor de “um país periférico, pobre e esfomeado”: a Finlândia.

Pelo meio, e ao longo de quase sete minutos, ficam referências aos povos que antecederam os portugueses, à antiguidade da nação e da fronteira portuguesa, à difusão do Português e dos portugueses — existem mais no estrangeiro do que em Portugal –, à capacidade de mobilização do Benfica, às invenções lusitanas — do compasso marítimo à via verde, passando pelos canhões, vela latina e bacalhau salgado –, a introdução do chá no Reino Unido.

As glórias desportivas, do futebol ao hóquei em patins e ao râguebi, da estátua de Eusébio a Mourinho e Ronaldo, também têm uma parte nobre, bem como as Descobertas, Cristóvão Colombo, a solidariedade com Timor, a dimensão da zona económica exclusiva ou o Mateus Rosé.

Carlos Carreiras explica, em declarações à agência Lusa, que esta “é uma mensagem de esperança”.

O autarca de Cascais adianta: “somos um grande povo e temos uma grande história”, o que o leva a “acreditar nesta geração, neste tempo e neste espaço universal”.

E insiste: “fomos, somos e seremos um grande povo”, pelo que “temos de saber que também somos capazes como foram capazes outros portugueses”.

Diz ter sido “com grande satisfação” que viu “a sala, que estava cheia, de pé a aplaudir”, a mensagem que estava a passar no vídeo.

Este “é um vídeo extraordinário que gostava muito que todos os portugueses vissem, porque devemos ter orgulho em ser portugueses. Independentemente das nossas ideologias, nós temos um país que nos orgulha muito, que eu ali mostrei”, disse.

OS ÚLTIMOS MESES DE SALAZAR «Paulo Otero»


OS ÚLTIMOS MESES DE SALAZAR

“Salazar estava prisioneiro dele próprio”

Um homem “frágil”, “idoso” e “doente” mas que continuava a ser a personificação do Estado Novo. Este é um dos retratos de António de Oliveira Salazar meses antes de morrer. O fim da vida do estadista é descrito no livro “Os últimos meses de Salazar”, de Paulo Otero, publicado quando passam 40 anos sobre a sua morte.

Salazar foi “prisioneiro” do regime nos últimos meses de vida

“O livro retrata o período do acidente até à morte de Salazar, enquanto homem e ex-político”, explica o autor da obra, editada no ano em que se assinalam 40 anos da morte do estadista de Santa Comba Dão, que faleceu a 27 de Julho de 1970.
Desde a “célebre” queda da cadeira em 1968, sobre a qual existem duas versões possíveis, à cirurgia ao cérebro, até à agonia final em São Bento, o livro mostra um período “pouco conhecido” da vida do ditador.

“Salazar estava prisioneiro dele próprio”, diz Paulo Otero. “Uma pessoa idosa e frágil, que não manda mas é mandada e que não instrumentaliza mas é instrumentalizada”, completa o autor, que recorreu a diversas fontes para preparar esta investigação bibliográfica.

A instrumentalização do político começa quando Salazar é hospitalizado em Setembro de 1968. A idade avançada do ditador já tinha levantado a questão de um sucessor mas Salazar “nunca tomou a iniciativa de apresentar demissão”, lembra Paulo Otero.

Marcello Caetano é nomeado novo Chefe de Governo por Américo Tomaz depois de Salazar ter sofrido um acidente vascular cerebral, e de ser internado na Casa de Saúde da Cruz Vermelha em Lisboa, com pouca esperança de sobreviver e de retomar o poder.

Salazar vive num “mundo de ilusão”

O político vai passar os últimos meses de vida julgando que ainda era Chefe de Governo, vítima de um “jogo” de interesses políticos, do qual “o presidente da República foi cúmplice”, refere o autor do livro.

Através de uma selecção das notícias que eram lidas a Salazar, do seu regresso a São Bento depois de sair do hospital, das reuniões que tinha com ministros e com Américo Tomaz, foi criado um “mundo de ilusão”, “uma aparência formal de que Salazar ainda tinha o poder”, conta Paulo Otero.

Além dos políticos do Estado Novo, também as pessoas mais íntimas de Salazar, em especial agovernanta Maria de Jesus, tiveram um “papel central na montagem deste cenário irreal”. Paulo Otero acredita que o político “morreu com a convicção” de que ainda era Presidente do Conselho.

Marcello Caetano, recém-chegado ao Governo, esforçou-se para a construção de um retrato público de Salazar “doente e inválido”, para tal contribuiu uma emissão televisiva de um filme “manipulado” que mostrava um homem “velho e caquético”.

O “retrato real de Salazar” aponta para um homem semi-lúcido, que tinha consciência das suas funções, embora muito debilitado fisicamente: “paralisado de todo o lado esquerdo e “parcialmente cego”.

Homem para além do político

Paulo Otero sublinha, contudo, que se Marcello Caetano esforçou-se por começar o processo de “dessalarização”, foi Américo Tomaz “o verdadeiro herdeiro do regime”, que “assegurou o salazarismo sem Salazar”, conclui o autor.

Marcello Caetano tinha “os braços e as pernas amarradas” pelo controlo de Américo Tomaz, sob a imposição de continuar a defender o “ultramar e a manutenção das colónias”, a principal causa para a Revolução de Abril de 1974, recorda Paulo Otero. Além do protagonismo de Américo Tomaz, o livro pretende mostrar que “todo o político também é um ser humano”, diz Paulo Otero, “mesmo aquele que teve em si concentrado todo o poder”, completa o professor de Direito.

Outra “ideia” a ser retirada da investigação é a “relação entre amizade e poder”. “O poder gera amizades e interesses”, explica o autor, referindo que Salazar acabou sozinho e esquecido quando perdeu a capacidade de governar.

Salazar ainda é “referência”

Volvidos 40 anos da morte do ditador, “Salazar ainda é uma referência pela positiva ou negativa”, diz Paulo Otero. “Daqui a alguns anos, se tivermos de escolher o principal político do século XX, diremos que foi Salazar”, acredita o professor de Direito.

Spínola, o ‘anti-herói’ da revolução de 25 Abril de1974


General Spínola

Quase 36 anos depois de se tornar o primeiro Presidente da República do período revolucionário, o Marechal António de Spínola continua a ser uma das mais controversas figuras da História nacional. Era um homem do regime marcelista ou antes um herói da revolução de Abril de 74?

Durante anos, Portugal esteve de costas voltadas para a controversa figura do Marechal Spínola: militar destacado no Ultramar, conquistou simpatias durante o Estado Novo, tendo inclusive sido convidado, pelo presidente do Conselho de Ministros, Marcelo Caetano, para ocupar a pasta de Ministro do Ultramar em 1973.

‘Spínola é um homem do regime desde o início’, recorda Luís Nuno Rodrigues. Para o historiador e autor da biografia ‘Spínola’ (agora lançada pela Esfera dos Livros), o Marechal desenvolveu durante o Estado Novo uma relação de proximidade e de identificação com o regime ditatorial.

Quando Marcelo Caetano chega à Presidência do Conselho de Ministros, em 1968, Spínola encarou ‘com esperança’ a sua chegada ao poder, recorda o historiador, já que partilhava com ele a defesa de uma política colonial de índole federalista.

A desilusão com Caetano levaria Spínola a dar uma ‘machadada definitiva’ no marcelismo, com a publicação do livro ‘Portugal e o Futuro’, onde inscreve a sua própria visão daquilo que deveria ser a descolonização portuguesa. ‘Foi uma pedrada no charco’, entende Luís Nuno Rodrigues.

Na primeira linha da revolução

No dia 25 de Abril de 1974, e com o Movimento das Forças Armadas (MFA) na rua, o Marechal Spínola acaba por se assumir como o rosto forte dos militares, pela própria ‘dinâmica dos acontecimentos’: ‘Marcelo Caetano entra em contacto directo com o General Spínola e pede a Spínola que se dirija ao Largo do Carmo, para lhe apresentar a sua rendição’, recorda Luís Nuno Rodrigues.



Mas, ainda que se considerasse representante dos militares, as diferenças ideológicas eram, em boa parte dos casos, intransponíveis: ‘a relação entre Spínola e o MFA é uma relação de conflito desde o primeiro dia’, em matérias como a descolonização. Em última análise, são essas divergências que o levariam a demitir-se da Presidência da República, em ruptura com o projecto político defendido pelos militares.

Crítico da do rumo esquerdista que Portugal tomou no período pós-revolucionário, acaba por envolver-se na tentativa de golpe de Estado de 11 de Março de 1975, com o objectivo de retomar o poder. O golpe falha e revela-se ‘uma tragédia na vida pessoal de António de Spínola’: parte para o exílio, onde conspira para evitar a total aplicação do programa do MFA.

Reconciliação com Portugal

Depois da passagem pelo exílio, a reconciliação com os portugueses não se revela fácil: ‘Spínola regressa a Portugal em 1976 e é preso ainda no aeroporto, embora saia em liberdade passados alguns dias. Mas, lentamente, a democracia viria a reintegrar a figura do General’.

Para essa reconciliação, contribuíram os ex-presidentes Ramalho Eanes e Mário Soares. Só em 1987, por exemplo, é que Soares reconhece publicamente a importância de Spínola na consolidação do novo regime democrático, mas ainda hoje a imagem do Marechal (sempre associada ao monóculo no rosto e ao pingalim na mão) continua a gerar aceso debate.

‘Spínola’, o livro agora publicado por Luís Nuno Rodrigues, vem ajudar a superar sentimentos passados. Para o historiador, só a passagem do tempo permitiu um outro olhar sobre o ex-presidente: ‘a pouco e pouco, estamos a passar da memória à História, e portanto hoje já é possível ter uma visão mais distanciada e imparcial dos acontecimentos e figuras desse período’.

Objecção de consciência ou Objectores de consciência


OBJECÇÃO DE CONSCIÊNCIA/OBJECTORES DE CONSCIÊNCIA

Recentemente uma AMIGA a “P@TH” chamou-me à atenção sobre o assunto. Como era minha intenção comentar este assunto-tema, um dos mais fascinantes temas relacionados ao Direito humano. Resolvi fazer uma ‘pesquisa básica, eis o resultado:
Objectores de consciência são pessoas que seguem princípios religiosos, morais ou éticos da sua consciência, princípios estes que são incompatíveis com o serviço militar, ou as Forças Armadas como uma organização combatente. No primeiro caso, os objectores podem estar dispostos a aceitar um serviço alternativo ao serviço militar. No segundo caso, a objecção do objector é a todo papel dentro das forças armadas, resultando na rejeição completa do serviço militar, e em alguns casos, objectando também a um serviço civil alternativo como substituto para o serviço militar. Além disso, alguns objectores podem considerar-se pacifistas ou anti-militaristas.
Em Portugal, a objecção de consciência é reconhecida pela legislação portuguesa, inclusive com um departamento próprio no seio da Administração Pública, Comissão Nacional de Objecção de Consciência, actualmente o Gabinete do Serviço Cívico dos Objectores de Consciência, que funciona no âmbito do Instituto Português da Juventude.

O regime do objector de consciência abrange somente a objecção ao cumprimento do serviço militar, apesar de algumas tentativas para que passe também a incluir alguns actos médicos, como o aborto.

As razões que levam uma pessoa a tornar-se um objector de consciência, e a recusar o serviço militar, são variados. Muitos objectores o são por razões religiosas. Muitos são membros de religiões que historicamente são pacifistas na sua doutrina.

No livro History of Christianity (História do Cristianismo), Edward Gibbon escreveu que os cristãos do primeiro século negavam-se a ter qualquer participação activa na administração civil ou na defesa militar do império”, e que “era impossível que os cristãos, sem renunciarem a um dever mais sagrado, pudessem assumir a posição de soldados, de magistrados ou de príncipes.
Outras objecções podem estar ligadas a um sentimento profundo da responsabilidade para a humanidade como um todo, ou da simples negação que todo o governo deva ter esse tipo de autoridade.
A objecção de consciência é um direito reconhecido pela ONU que fez do 15 de Maio o dia internacional dos objectores de consciência. A objecção de consciência é válida quando uma norma jurídica ou de autoridade pública agride a ordem social. É o caso, por exemplo, de soldados que recebem ordem para invadir acampamentos e ameaçam a vida e a paz de senhoras, crianças e pessoas doentes apenas para garantir o direito de propriedade que, neste caso, passa acima do direito à vida e à segurança das pessoas.

Internacionalmente, a objecção de consciência é permitida quando o não cumprimento de ordens decorre do foro íntimo e da consciência religiosa ou ética da pessoa. Segundo a ONU, quem faz objecção de consciência deve oferecer uma alternativa de acção pacífica. Em vários países, desde meados do século XX, existem serviços militares alternativos, através dos quais os objectores de consciência cumprem a sua obrigação como auxiliares em instituições filantrópicas, enfermeiros e outras profissões humanitárias.
Apesar de ser um fenómeno típico do século XX, no percurso da história da humanidade, encontramos factos que lembram a figura da objecção da consciência:
Na Antiguidade: Sófocles, na sua peça Antígona, remete-nos a uma das primeiras manifestações à objecção de consciência.
no referido texto, encontramos a narrativa de como e por quais motivos, Antígona desobedece ao edito de seu tio, o Rei Creonte – que proíbe a todo e qualquer cidadão tebano de oferecer as honras fúnebres ao cadáver de Polinices morto em combate contra o próprio irmão Eteocles. Após ser levado à presença do tio pelo guarda (que o acusou de ter desobedecido o edito, oferecendo sepultura a Polinices), sem delongas, o protagonista apresenta-se diante de Creonte, como responsável pela desobediência.
“…E agora tu diz-me, sem demora, em poucas palavras: sabias que fora proclamado um édito que proibia tal acção?
– Sabia. Como não havia de sabe-lo? Era público.
– E ousaste, então, tripudiar sobre estas leis?
– É que essas não foi Zeus quem as promulgou, nem a Justiça que coabita com os deuses infernais, estabeleceu tais leis para os homens. E eu entendi que os teus éditos não tinham tal poder, que um mortal pudesse sobrelevar os preceitos, não escritos, mas imutáveis, dos deuses. Porque esses não são de agora, nem de ontem, mas vigoram sempre, e ninguém sabe quando surgiram. Por causa das tuas leis, não queria eu ser castigada perante os deuses, por Ter temido a decisão de um homem. Eu já sabia que havia de morrer um dia –
como havia de ignorá-lo? -, mesmo que não tivesses proclamado esse édito. E, se morrer antes do tempo, direi que isso é uma vantagem. Quem vive no meio de tantas calamidades, como eu, como não há de considerar a morte um benefício? E assim, é dor que nada vale tocar-me este destino. Se eu sofresse que o cadáver do filho morto de minha mãe ficasse ln-sepulto, doer-me-ia.. Isto, porém, não me causa dor. E se agora te parecer que cometi um acto de loucura, talvez louco seja aquele que como tal me trata…”
Assim, vemos que a motivação de Antígona era uma espécie de ‘objecção da consciência, haja vista que a desobediência se deu em virtude do facto dele ter concluído que o preceito religioso e moral (de que os vivos teriam um dever moral para com o mortos e deveriam prestar-lhes as honras fúnebres que estes merecem, não permitindo a violação de seu corpo) eram superiores ao edito ‘estatal, surgindo como elemento motivador e autorizador do descumprimento deste último.
– Idade Média: a Igreja ajudou a lançar bases da objecção de consciência quando se opôs ao serviço com armas e à prestação de culto ao imperador. Outro exemplo encontramos nas ‘Confissões de Santo Agostinho’, na qual ele exorta o leitor ao cumprimento da lei divina, em detrimento da lei de uma cidade ou nação, in verbis:
“…Existirá tempo ou lugar em que seja injusto amar a Deus de todo o coração, de toda a alma e de todo o entendimento, e ao próximo como a si mesmo? Por isso, os crimes contra a natureza, como os de Sodoma, devem ser sempre e em toda parte condenados e punidos. Mesmo que todos os homens os cometessem, todos estariam incluídos na mesma condenação, em virtude da lei divina, que não criou os homens para que fizessem tal uso de si mesmos. É de facto uma violação do vínculo que deve subsistir entre Deus e nós, o profanar, pela paixões depravadas, a própria natureza de que ele é o autor. Os actos imorais, contrários aos costumes humanos, devem ser evitados por causa desses mesmos costumes, variáveis conforme os tempos, a fim de que não seja violado pelo capricho de quem quer que seja, cidadão ou estrangeiro, o pacto estabelecido pelo costume ou pela lei de uma cidade ou nação
– Na Revolução Francesa – Eis que surge a primeira afirmação do direito à objecção de consciência, no texto constante no Decreto de 1793, que permitia aos anabaptistas, por fortes motivos religiosos a não prestarem serviço militar
No século XIX  destacaram-se dois intelectuais na formação conceitual do direito de consciência,
Leon Tolstoi, que em toda sua obra, incluindo “A morte de Ivan Ilitch” critica a miséria social e os horrores militares, colocou-se entre os grandes apóstolos da objecção de consciência.
Aliás, Tolstoi aplicou as conclusões que chegara á personagem protagonista do livro citado, à sua própria vida no ano de 1891. O verão fora rigoroso, os campos russos estavam secos, os lavradores, desesperados. O governo vetou qualquer iniciativa particular de ajuda aos flagelados. Tolstoi, ignorou a proibição, organizou postos de serviços, recolheu fundos, fez campanhas por meio de artigos veementes.
Henry David Thoureau, que em sua obra, “A Desobediência Civil“, constrói importante marco no assunto, in verbis:
“… Deve o cidadão por um momento sequer, ou num grau mínimo, renunciar à sua consciência em prol do legislador? Então por que terá cada homem uma consciência? Acho que devemos em primeiro lugar ser homens, e só depois súbditos. Não é desejável que se cultive um respeito à lei igual ao que se cultiva pelo que é correto. A única obrigação que tenho direito de assumir é a de fazer a todo momento o que julgo correto. Diz se, é bem verdade, que uma corporação não possui consciência; mas uma corporação de homens conscienciosos é uma corporação que possui consciência. A lei nunca tornou os homens nem um pouco mais justos, e devido ao respeito que têm por ela, mesmo os bem intencionados tornam-se no dia a dia agentes de injustiça. Resultado comum e natural do indevido respeito à lei é a fila que se pode ver de um destacamento militar; coronel, capitão, cabo, soldados rasos, artilheiros, todos marchando em admirável ordem, monte acima e monte abaixo a caminho das guerras, contra suas vontades, e também contra o bom senso e a consciência de cada um, o que torna aquela marcha uma escalada em verdade muito árdua e causa de palpitação cardíaca. Eles não têm a menor dúvida de que se acham envolvidos numa tarefa condenável; todos inclinados em prol da paz. Ora, o que são eles? Afinal são homens ou minúsculos fortins e depósitos ambulantes de munição ao serviço de algum inescrupuloso detentor do poder? Visitai um estaleiro e contemplai um fuzileiro naval, aquilo que o governo americano pode fazer de um homem, o que pôde fazer dele com suas feitiçarias — mera sombra ou reminiscência de humanidade, um ser vivo, de pé, e já, se pode dizer, enterrado debaixo de armas com acompanhamentos funerários, ainda que “Nenhum tambor, nenhuma nota fúnebre ouvida Quando o seu cadáver à trincheira levamos; Nenhum soldado deu o tiro de despedida Sobre o túmulo onde nosso herói enterramos.” Assim é que a massa de homens serve ao Estado, não como homens antes de tudo, mas como máquinas, com os seus corpos. Formam o exército permanente, as milícias, os carcereiros, os policiais, o pelotão de guardas civis etc. Na maioria dos casos não há nenhum exercício livre, seja do juízo ou de sentido moral; mas todos se colocam no mesmo nível do lenho, da terra e das pedras; e quem sabe homens de madeira podem vir a ser manufacturados para servir a tais propósitos igualmente bem. Tais não merecem mais respeito que espantalhos e bonecos de barro. Valem apenas como cavalos e cachorros…”
No Século XX De entre outras tendências que ajudaram na definitiva aceitação do direito à objecção de consciência, naquele século, podemos destacar:
– a opção por sistemas de governos democráticos,
– a falência das soluções bélicas,
– a importância dada à protecção dos direitos fundamentais.
Abaixo apresento quatro importantes figuras que defenderam os ideais citados, ajudando, por consequência, na formação do direito à objecção de consciência.

Lanza del Vasto

Lanza Del Vasto, italiano que, decidido a consagrar a mensagem de Ghandi, destacou-se em acções contra a tortura e os campos de concentração, além de reivindicar o estatuto do objector de consciência em França e Espanha.

Martin Luther King

Martin Luther King, outro discípulo de Ghandi, através da não-violência destacou-se nas décadas de 50 e 60 nos Estados Unidos, como mártir-defensor dos direitos dos negros.

Danilo Dolci

Danilo Dolci, Italiano que, juntamente com outros objectores, organizou campanha contra as condições sociais reclamando uma intervenção decisiva do Estado. Colocou em sua obra a objecção de consciência como o instrumento primordial da salvação da humanidade, principalmente quando se tem em questão a guerra.

Ghandi

Mohandas Karamchand Ghandi, que, objectivando a independência da Índia, posicionou-se contra a opressão, a discriminação e a violência. As suas influências mais destacáveis foram: Thoureau, Tolstoi, o Alcorão e Gita.
E assim dou por terminado este artigo que já vai longo!