FERNADO PESSOA (13/06/1888 – 30/11/1935)


Álvaro de Campos, Alberto Caeiro, Ricardo Reis

Escritor português, que nasceu a 13 de Junho, de 1888 numa casa do Largo de São Carlos, em Lisboa. Aos cinco anos morreu-lhe o pai, vitima de tuberculose, e, no ano seguinte, o irmão, Jorge. Devido ao segundo casamento da mãe, em 1896, com o cônsul português em Durban, na África do Sul, foi viver para esse país entre 1895 e 1905, aí frequentou, o Liceu de Durban.
Frequentou, durante um ano, uma escola comercial e a Durban High School e concluiu, ainda, o «Intermediate Examination in Arts», na Universidade do Cabo (onde obteve o «Queen Victoria Memorial Prize», pelo melhor ensaio de estilo inglês), com que terminou os seus estudos na África do Sul. No tempo em que viveu neste país, passou um ano de férias (entre 1901 e 1902), em Portugal, tendo residido em Lisboa e viajado para Tavira, para contactar com a família paterna, e para a Ilha Terceira, onde vivia a família materna. Já nesse tempo redigiu, sozinho, vários jornais, assinados com diferentes nomes.
Regressou definitivamente a Lisboa, em 1905, onde frequentou, por um período breve (1906-1907), o Curso Superior de Letras. Após uma tentativa falhada de montar uma tipografia e editora, «Empresa Íbis — Tipográfica e Editora», dedicou-se, a partir de 1908, e a tempo parcial, à tradução de correspondência estrangeira de várias casas comerciais, sendo o restante tempo dedicado à escrita e ao estudo de filosofia (grega e alemã), ciências humanas e políticas, teosofia e literatura moderna, que assim acrescentava à sua formação cultural anglo-saxónica, determinante na sua personalidade.
Em 1920, ano em que a mãe, viúva, regressou a Portugal com os irmãos e em que Fernando Pessoa foi viver de novo com a família, iniciou uma relação sentimental com Ophélia Queiroz (interrompida nesse mesmo ano e retomada, para rápida e definitivamente terminar, em 1929) testemunhada pelas Cartas de Amor de Pessoa, organizadas e anotadas por David Mourão-Ferreira, e editadas em 1978. Em 1925, ocorreu a morte da mãe. Fernando Pessoa viria a morrer uma década depois, a 30 de Novembro de 1935 no Hospital de S. Luís dos Franceses, onde foi internado com uma cólica hepática, causada provavelmente pelo consumo excessivo de álcool.

Levando uma vida relativamente apagada, movimentando-se num círculo restrito de amigos que frequentavam as tertúlias intelectuais dos cafés da capital, envolveu-se nas discussões literárias e até políticas da época. Colaborou na revista A Águia, da Renascença Portuguesa, com artigos de crítica literária sobre a nova poesia portuguesa, imbuídos de um sebastianismo animado pela crença no surgimento de um grande poeta nacional, o «super-Camões» (ele próprio?). Data de 1913 a publicação de «Impressões do Crepúsculo» (poema tomado como exemplo de uma nova corrente, o paúlismo, designação advinda da primeira palavra do poema) e de 1914 o aparecimento dos seus três principais heterónimos, segundo indicação do próprio Fernando Pessoa, em carta dirigida a Adolfo Casais Monteiro, sobre a origem destes, (Alvaro Campos, Alberto Caeiro, e Ricardo Reis).
Em 1915, com Mário de Sá-Carneiro (seu dilecto amigo, com o qual trocou intensa correspondência e cujas crises acompanhou de perto), Luís de Montalvor e outros poetas e artistas plásticos com os quais formou o grupo «Orpheu», lançou a revista Orpheu, marco do modernismo português, onde publicou, no primeiro número, Opiário e Ode Triunfal, de Campos, e O Marinheiro, de Pessoa ortónimo, e, no segundo, Chuva Oblíqua, de Fernando Pessoa ortónimo, e a Ode Marítima, de Campos. Publicou, ainda em vida, Antinous (1918), 35 Sonnets (1918), e três séries de English Poems (publicados, em 1921, na editora Olisipo, fundada por si). Em 1934, concorreu com Mensagem a um prémio da Secretaria de Propaganda Nacional, que conquistou na categoria B, devido à reduzida extensão do livro. Colaborou ainda nas revistas Exílio (1916), Portugal Futurista (1917), Contemporânea (1922-1926, de que foi co-director e onde publicou O Banqueiro Anarquista, conto de raciocínio e dedução, e o poema Mar Português), Athena (1924-1925, igualmente como co-director e onde foram publicadas algumas odes de Ricardo Reis e excertos de poemas de Alberto Caeiro) e Presença.

A sua obra, que permaneceu maioritariamente inédita, foi difundida e valorizada pelo grupo da Presença. A partir de 1943, Luís de Montalvor deu início à edição das obras completas de Fernando Pessoa, abrangendo os textos em poesia dos heterónimos e de Pessoa ortónimo. Foram ainda sucessivamente editados escritos seus sobre temas de doutrina e crítica literárias, filosofia, política e páginas íntimas. Entre estes, contam-se a organização dos volumes poéticos de Poesias (de Fernando Pessoa), Poemas Dramáticos (de Fernando Pessoa), Poemas (de Alberto Caeiro), Poesias (de Álvaro de Campos), Odes (de Ricardo Reis), Poesias Inéditas (de Fernando Pessoa, dois volumes), Quadras ao Gosto Popular (de Fernando Pessoa), e os textos de prosa de Páginas Íntimas e de Auto-Interpretação, Páginas de Estética e de Teoria e Crítica Literárias, Textos Filosóficos, Sobre Portugal — Introdução ao Problema Nacional, Da República (1910-1935) e Ultimatum e Páginas de Sociologia Política. Do seu vasto espólio foram também retirados o Livro do Desassossego por Bernardo Soares e uma série de outros textos.

A questão humana dos heterónimos, tanto ou mais que a questão puramente literária, tem atraído as atenções gerais. Concebidos como individualidades distintas da do autor, este criou-lhes uma biografia e até um horóscopo próprios. Encontram-se ligados a alguns dos problemas centrais da sua obra: a unidade ou a pluralidade do eu, a sinceridade, a noção de realidade e a estranheza da existência. Traduzem, por assim dizer, a consciência da fragmentação do eu, reduzindo o eu «real» de Pessoa a um papel que não é maior que o de qualquer um dos seus heterónimos na existência literária do poeta. Assim questiona Pessoa o conceito metafísico de tradição romântica da unidade do sujeito e da sinceridade da expressão da sua emotividade através da linguagem. Enveredando por vários fingimentos, que aprofundam uma teia de polémicas entre si, opondo-se e completando-se, os heterónimos são a mentalização de certas emoções e perspectivas, a sua representação irónica pela inteligência. Deles se destacam três: Alberto Caeiro, Ricardo Reis e Álvaro de Campos. 


 Segundo a carta de Fernando Pessoa sobre a génese dos seus heterónimos, Caeiro (1885-1915) é o Mestre, inclusive do próprio Pessoa ortónimo. Nasceu em Lisboa e aí morreu, tuberculoso, em 1915, embora a maior parte da sua vida tenha decorrido numa quinta no Ribatejo, onde foram escritos quase todos os seus poemas, os do livro O Guardador de Rebanhos, os de O Pastor Amoroso e os Poemas Inconjuntos, sendo os do último período da sua vida escritos em Lisboa, quando se encontrava já gravemente doente (daí, segundo Pessoa, a «novidade um pouco estranha ao carácter geral da obra»). Sem profissão e pouco instruído (teria apenas a instrução primária), e, por isso, «escrevendo mal o português», órfão desde muito cedo, vivia de pequenos rendimentos, com uma tia-avó. Caeiro era, segundo ele próprio, «o único poeta da natureza», procurando viver a exterioridade das sensações e recusando a metafísica, caracterizando-se pelo seu panteísmo e sensacionismo que, de modo diferente, Álvaro de Campos e Ricardo Reis iriam assimilar.
Ricardo Reis nasceu no Porto, em 1887. Foi educado num colégio de jesuítas, recebeu uma educação clássica (latina) e estudou, por vontade própria, o helenismo (sendo Horácio o seu modelo literário). Essa formação clássica reflecte-se, quer a nível formal (odes à maneira clássica), quer a nível dos temas por si tratados e da própria linguagem utilizada, com um purismo que Pessoa considerava exagerado. Médico, não exercia, no entanto, a profissão. De convicções monárquicas, emigrou para o Brasil após a implantação da República. Pagão intelectual, lúcido e consciente, reflectia uma moral estoico-epicurista.

 Fernado Pessoa comemora hoje 123 anos, sim comemora. Um poéta Lusitano que através do seu legado, se transformou num imortal… entre mortais, a sua obra literária continua actual e a despertar o mesmo interesse que sempre despertou aos ama…ntes da leitura, mesmo com o passar dos anos continua a ser uma referencia se não mesmo a principal referencia da lingua portuguesa a par de José saramago  quer em Portugal, quer no estrangeiro!

Trabalho Elaborado por:

Paulo Coelho

Fonte: a Web

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Ronald Reagan (06-02-1911/05-06-2004)


RONALD REAGAN

Ronald Reagan foi o porta-voz do governo limitado mais eloquente dos nossos tempos. Ao longo de 25 anos de incansavelmente “levantar uma bandeira não de cores pálidas, mas de cores vivas” de princípios políticos, ele obteve sucesso em mudar o clima da opinião nos Estados Unidos e ao redor do mundo.

Desde a sua primeira aparição na cena política nacional dos Estados Unidos em 1964, ele falou em favor dos valores que defendeu no seu discurso de tomada de posse como o 40.º presidente dos Estados Unidos da America. Para muitos o reponsavel maximo por vivermos no mundo livre actual.

Ronald Reagan nasceu, a 06 de Fevereiro de 1911 em Tampico, Illinois. Frequentou o Liceu de Dixon, trabalhou para custear os seus estudos na Eureka College, na qual frequentou os cursos de economia e sociologia,  jogou na equipa de futebol americano da universidade, e também actuou nas peças de teatro da escola.

Após se formar, ele tornou-se locutor desportivo de rádio. Um casting em 1937 lhe valeu um contrato em Hollywood. Ao longo dos 20 anos seguintes ele participou em 53 filmes.

Do seu primeiro casamento com a actriz Jane Wyman, ele teve 2 filhos,  Maureen and Michael Reagan. Maureen morreu de cancro em 2001. Em 1952 ele voltou a casar, desta vez com a também actriz  Nancy Davis, de quem teve outros 2 filhos,  Patricia Ann and Ronald Prescott Reagan.

Como presidente do Sindicato dos Actores, Reagan envolveu-se nas disputas em torno da questão do comunismo na indústria cinematográfica. As suas políticas passaram de liberais a conservadoras, e ele tornou-se  porta-voz do conservadorismo na televisão, foi eleito governador da Califórnia em 1966 com uma margem de um milhão de votos e foi reeleito em 1970.

Reagan conquistou a indicação à presidência pelo Partido Republicano em 1980, e escolheu para seu vice presidente o congressista Texano e embaixador das Nações Unidas George Walker Bush (Sénior). Os eleitores, incomodados com a inflação e com os americanos mantidos há um ano como reféns no Irão, conduziram-no à Casa Branca.

A 20 de Janeiro de 1981 Ronald Reagan Toma posse como o 40.º presidente dos Estados Unidos da América. apenas 69 dias depois ele sofre um atentado contra a sua vida onde felizmente para todos nós… apenas sofre ferimentos dos quais consegue rucuperar rápidamente. A sua força, inteligência e graciosidade com que lidou com este perigoso acidente valeram lhe o seu pique de popularidade.

Lidando habilmente com o Congresso, Reagan conseguiu uma legislação para corte de impostos, estimulou o crescimento econômico, conteve a inflação, aumentou o emprego e fortaleceu a defesa nacional. Mesmo quando o fortalecimento das forças de defesa levaram a um grande défice, ele recusou-se a desviar do curso.

A renovação da autoconfiança nacional em 1984 ajudou o seu governo a conquistar a reeleição. Em 1986, Reagan conseguiu uma reformulação do imposto de renda. No final de seu governo, o país estava desfrutando do período mais longo de prosperidade registrado em tempos de paz.

Na política externa, a gestão de Reagan ficou marcada pelo escândalo “Irão-Contras”. Descobriu-se que funcionários do alto escalão do governo vendiam armas ilegalmente para o Irão e usavam o dinheiro para frinanciar os rebeldes anti-sandinistas da Nicarágua. Investigações apontaram que o general Oliver North estava por trás do esquema, do qual Reagan tinha conhecimento.

Reagan buscou estabilidade internacional por meio do polêmico projeto “paz pela força”. Em encontros com o líder soviético Mikhail Gorbachev, ele negociou um tratado que eliminou os mísseis nucleares de alcance médio. Reagan declarou guerra contra o terrorismo internacional, enviando bombardeiros americanos contra a Líbia, após se confirmar o envolvimento daquele país em um ataque contra soldados americanos num clube nocturno de Berlim Ocidental.

Ao ordenar escoltas navais no Golfo Pérsico, ele manteve o fluxo livre de petróleo durante a guerra Irão-Iraque. Seguindo a Doutrina Reagan, apoiou as revoltas anticomunistas na América Central, na Ásia e na África.

Em geral, os anos Reagan viram a restauração da prosperidade, e da paz mundial. Ele deixou o governo dos Estados Unidos da América no final do seu 2.º mandato presidencial em 1989, retirando-se para o seu rancho na Califórnia.

Em novembro de 1994, Reagan anunciou ao povo americano que sofria da doença de Alzheimer, uma doença progressiva e degenerativa que compromete o cérebro. Depois do anúncio, sua filha mais velha, Maureen Reagan, do seu primeiro casamento com Jane Wyman Reagan, tornou-se porta-voz da Associação de Alzheimer.

Ronald wilson Reagan, morreu a 05 de junho de 2004 na califórnia, o seu corpo encontra-se sepultado na biblioteca presidencial Ronald Reagon na 40 Presidential Drive Simi Valley, CA 93065 California, EUA.

Assim dou por terminado este artigo, uma pequena omenagem da minha minha parte, para com o Homem que permitiu que eu crescesse e vivesse num mundo livre e na sua maior parte em democracia, quando passam exactamente 7 anos do seu desparecimento fisico.

Quem não conhece o famoso discurso  de Ronald Reagan nas portas de Berlim em 1987: General Secretary Gorbachev, if you seek peace, if you seek prosperity for the Soviet Union and eastern Europe, if you seek liberalization, come here to this gate. Mr. Gorbachev, open this gate. Mr. Gorbachev, Mr. Gorbachev, tear down this wall!

Artigo elaboarado por:

Paulo Coelho

Fonte: white House web page

“O que os Finlandeses Precisam de Saber sobre Portugal”


Um vídeo que salienta glórias portuguesas e recorda a ajuda à Finlândia, em 1940, está a causar furor nas redes sociais. Com o título “O que os Finlandeses Precisam de Saber sobre Portugal”, a peça foi apresentada ontem pelo presidente da Câmara Municipal de Cascais aos participantes nas conferências do Estoril.

O filme “O que os Finlandeses Precisam de Saber sobre Portugal” começa com a recordação de que a bandeira finlandesa atual fora a portuguesa há oito séculos e termina com a evocação de uma das maiores campanhas de voluntariado alguma vez feita no país, em 1940, a favor de “um país periférico, pobre e esfomeado”: a Finlândia.

Pelo meio, e ao longo de quase sete minutos, ficam referências aos povos que antecederam os portugueses, à antiguidade da nação e da fronteira portuguesa, à difusão do Português e dos portugueses — existem mais no estrangeiro do que em Portugal –, à capacidade de mobilização do Benfica, às invenções lusitanas — do compasso marítimo à via verde, passando pelos canhões, vela latina e bacalhau salgado –, a introdução do chá no Reino Unido.

As glórias desportivas, do futebol ao hóquei em patins e ao râguebi, da estátua de Eusébio a Mourinho e Ronaldo, também têm uma parte nobre, bem como as Descobertas, Cristóvão Colombo, a solidariedade com Timor, a dimensão da zona económica exclusiva ou o Mateus Rosé.

Carlos Carreiras explica, em declarações à agência Lusa, que esta “é uma mensagem de esperança”.

O autarca de Cascais adianta: “somos um grande povo e temos uma grande história”, o que o leva a “acreditar nesta geração, neste tempo e neste espaço universal”.

E insiste: “fomos, somos e seremos um grande povo”, pelo que “temos de saber que também somos capazes como foram capazes outros portugueses”.

Diz ter sido “com grande satisfação” que viu “a sala, que estava cheia, de pé a aplaudir”, a mensagem que estava a passar no vídeo.

Este “é um vídeo extraordinário que gostava muito que todos os portugueses vissem, porque devemos ter orgulho em ser portugueses. Independentemente das nossas ideologias, nós temos um país que nos orgulha muito, que eu ali mostrei”, disse.

ASSOBIO REBELDE – MARIA DOS ANJOS – GERAÇÃO À RÁSCA – A NOSSA CULPA…


 Este texto pertence à Assobio, Mª dos Anjos e não a Mia Couto.

http://assobiorebelde.blogspot.com

 

“Um dia, isto tinha de acontecer.

Existe uma geração à rasca?
Existe mais do que uma! Certamente!
Está à rasca a geração dos pais que educaram os seus meninos numa
abastança caprichosa, protegendo-os de dificuldades e escondendo-lhes
as agruras da vida.
Está à rasca a geração dos filhos que nunca foram ensinados a lidar
com frustrações.
A ironia de tudo isto é que os jovens que agora se dizem (e também
estão) à rasca são os que mais tiveram tudo.
Nunca nenhuma geração foi, como esta, tão privilegiada na sua infância
e na sua adolescência. E nunca a sociedade exigiu tão pouco aos seus
jovens como lhes tem sido exigido nos últimos anos.

Deslumbradas com a melhoria significativa das condições de vida, a
minha geração e as seguintes (actualmente entre os 30 e os 50 anos)
vingaram-se das dificuldades em que foram criadas, no antes ou no pós
1974, e quiseram dar aos seus filhos o melhor.
Ansiosos por sublimar as suas próprias frustrações, os pais investiram
nos seus descendentes: proporcionaram-lhes os estudos que fazem deles
a geração mais qualificada de sempre (já lá vamos…), mas também lhes
deram uma vida desafogada, mimos e mordomias, entradas nos locais de
diversão, cartas de condução e 1º automóvel, depósitos de combustível
cheios, dinheiro no bolso para que nada lhes faltasse. Mesmo quando as
expectativas de primeiro emprego saíram goradas, a família continuou
presente, a garantir aos filhos cama, mesa e roupa lavada.
Durante anos, acreditaram estes pais e estas mães estar a fazer o
melhor; o dinheiro ia chegando para comprar (quase) tudo, quantas
vezes em substituição de princípios e de uma educação para a qual não
havia tempo, já que ele era todo para o trabalho, garante do ordenado
com que se compra (quase) tudo. E éramos (quase) todos felizes.

Depois, veio a crise, o aumento do custo de vida, o desemprego, … A
vaquinha emagreceu, feneceu, secou.

Foi então que os pais ficaram à rasca.
Os pais à rasca não vão a um concerto, mas os seus rebentos enchem
Pavilhões Atlânticos e festivais de música e bares e discotecas onde
não se entra à borla nem se consome fiado.
Os pais à rasca deixaram de ir ao restaurante, para poderem continuar
a pagar restaurante aos filhos, num país onde uma festa de
aniversário de adolescente que se preza é no restaurante e vedada a
pais.
São pais que contam os cêntimos para pagar à rasca as contas da água e
da luz e do resto, e que abdicam dos seus pequenos prazeres para que
os filhos não prescindam da internet de banda larga a alta velocidade,
nem dos qualquercoisaphones ou pads, sempre de última geração.

São estes pais mesmo à rasca, que já não aguentam, que começam a ter
de dizer “não”. É um “não” que nunca ensinaram os filhos a ouvir, e
que por isso eles não suportam, nem compreendem, porque eles têm
direitos, porque eles têm necessidades, porque eles têm expectativas,
porque lhes disseram que eles são muito bons e eles querem, e querem,
querem o que já ninguém lhes pode dar!

A sociedade colhe assim hoje os frutos do que semeou durante pelo
menos duas décadas.

Eis agora uma geração de pais impotentes e frustrados.
Eis agora uma geração jovem altamente qualificada, que andou muito por
escolas e universidades mas que estudou pouco e que aprendeu e sabe na
proporção do que estudou. Uma geração que colecciona diplomas com que
o país lhes alimenta o ego insuflado, mas que são uma ilusão, pois
correspondem a pouco conhecimento teórico e a duvidosa capacidade
operacional.
Eis uma geração que vai a toda a parte, mas que não sabe estar em
sítio nenhum. Uma geração que tem acesso a informação sem que isso
signifique que é informada; uma geração dotada de trôpegas
competências de leitura e interpretação da realidade em que se insere.
Eis uma geração habituada a comunicar por abreviaturas e frustrada por
não poder abreviar do mesmo modo o caminho para o sucesso. Uma geração
que deseja saltar as etapas da ascensão social à mesma velocidade que
queimou etapas de crescimento. Uma geração que distingue mal a
diferença entre emprego e trabalho, ambicionando mais aquele do que
este, num tempo em que nem um nem outro abundam.
Eis uma geração que, de repente, se apercebeu que não manda no mundo
como mandou nos pais e que agora quer ditar regras à sociedade como as
foi ditando à escola, alarvemente e sem maneiras.
Eis uma geração tão habituada ao muito e ao supérfluo que o pouco não
lhe chega e o acessório se lhe tornou indispensável.
Eis uma geração consumista, insaciável e completamente desorientada.

Eis uma geração preparadinha para ser arrastada, para servir de
montada a quem é exímio na arte de cavalgar demagogicamente sobre o
desespero alheio.

Há talento e cultura e capacidade e competência e solidariedade e
inteligência nesta geração?
Claro que há. Conheço uns bons e valentes punhados de exemplos!
Os jovens que detêm estas capacidades-características não encaixam no
retrato colectivo, pouco se identificam com os seus contemporâneos, e
nem são esses que se queixam assim (embora estejam à rasca, como
todos nós).
Chego a ter a impressão de que, se alguns jovens mais inflamados
pudessem, atirariam ao tapete os seus contemporâneos que trabalham
bem, os que são empreendedores, os que conseguem bons resultados
académicos, porque, que inveja!, que chatice!, são betinhos, cromos
que só estorvam os outros (como se viu no último Prós e Contras) e,
oh, injustiça!, já estão a ser capazes de abarbatar bons ordenados e a
subir na vida.

E nós, os mais velhos, estaremos em vias de ser caçados à entrada dos
nossos locais de trabalho, para deixarmos livres os invejados lugares
a que alguns acham ter direito e que pelos vistos – e a acreditar no
que ultimamente ouvimos de algumas almas – ocupamos injusta, imerecida
e indevidamente?!!!

Novos e velhos, todos estamos à rasca.
Apesar do tom desta minha prosa, o que eu tenho mesmo é pena destes jovens.
Tudo o que atrás escrevi serve apenas para demonstrar a minha firme
convicção de que a culpa não é deles.
A culpa de tudo isto é nossa, que não soubemos formar nem educar, nem
fazer melhor, mas é uma culpa que morre solteira, porque é de todos, e
a sociedade não consegue, não quer, não pode assumi-la.
Curiosamente, não é desta culpa maior que os jovens agora nos acusam.
Haverá mais triste prova do nosso falhanço? “

Este texto não é de Mia Couto. Já faz algum tempo que estão a circular isso pela internet equivocadamente. O próprio Mia já declarou em um blog que não foi ele quem escreveu. Vejam aqui:

http://sobreliteraciadigital.wordpress.com/2011/04/16/como-confirmar-a-autoria-de-um-texto-de-mia-couto/

Este texto pertence à Assobio, Mª dos Anjos.

http://assobiorebelde.blogspot.com/2011/03/geracao-rasca-assobio-rebelde-mia-couto.html

Paul Potts A Hitória de uma vida vai dar filme em Hollywood


 

PAUL POTTS

 

A história de Paul Potts, o mediático vencedor do concurso de talentos Britain’s Got Talent, vai ser transformada em filme, com Simon Cowell (júri do programa American Idol e manager de nomes como as Spice Girls) como produtor.

Antigo funcionário da Carphone Warehouse (retalhista de telemóveis para automóveis), Paul Potts transformou-se numa das mais improváveis estrelas televisivas dos últimos anos graças à sua interpretação de Nessun Dorma (ária da ópera Turandot, de Puccini). Agora – e de acordo com informações adiantadas pela revista americana Variety – a Paramount Pictures conseguiu os direitos para a adaptação da história da sua vida ao grande ecrã.

Em menos de quatro meses, viu a sua vida sofrer uma alteração abismal, ao surpreender o júri e o público do programa televisivo britânico “Britain’s Got Talent” ao ganhar o famoso concurso. Todavia, o prémio maior seria a projecção do seu talento numa escala inimaginável, lançando-o de forma meteórica no mundo discográfico, com o lançamento do seu álbum de estreia “One Chance” a 16 de Julho de 2007 (um mês após a vitória do concurso).

 


A baixa auto-estima e a assumida rigidez do cantor de ópera parecem ter sofrido, igualmente, algumas alterações, como se comprova na postura mais descontraída e confiante, aquando a sua aparição no programa matinal americano, “Today Show.

Simon Cowell, que depois de American Idol também foi júri em Britain’s Got Talent, foi abordado por um executivo de Hollywood cuja filha lhe tinha mostrado imagens da audição de Paul Potts alojadas no YouTube. O mesmo Cowell revelou à revista Variety que “surgem muitas propostas deste género, habitualmente sem grande interesse. Mas desta vez foi diferente”. Entre os argumentos apresentados pela Paramount Pictures para convencer o empresário esteve a descrição de um futuro filme sobre o cantor-revelação como “um novo Billy Elliot [filme de 2000, realizado por Stephen Daldry], uma história que todos vão querer conhecer e vão entender”.

Sobre o sucesso de Paull Potts, Simon Cowell lembrou que “esta participação no concurso televisivo era a sua última oportunidade e ele soube aproveitá-la da melhor forma”. Apesar do reconhecimento público que adquiriu, Paul Potts é, garante Cowell, “exactamente a mesma pessoa. A única diferença é que já teve oportunidade de arranjar os dentes”.

Potts, com 40 anos (nascido em Port Talbot, uma localidade no Sul do País de Gales), assinou um contrato de um milhão de libras com a editora de Cowell depois de ter vencido o Britain’s Got Talent. Só o seu álbum de estreia, One Chance, já vendeu mais de 4 milhões de cópias.

Será que em Portugal, vamos encontrar talentos como estes por descubrir, ou tudo não passará de uma manobra de sharing, e de desperdicio de dinheiro numa altura de crise….

 

FALLINGWATER HOUSE (A casa da cascata)


FALLINGWATTER HOUSE

 

“Frank Lloyd Wright Para Edgar J. Kaufmann”

A visita á cascata na floresta fica comigo, uma residência já tomou forma na minha mente para a música da corrente…

Uma perfeita combinação entre a arte, a arquitectura e o meio ambiente, a casa da cascata é uma residência da autoria de Frank Lloyd Wright, construída em 1935 para Edgar J. Kaufmann, Wright desenhou uma casa que estava muitos anos á frente do seu tempo em termos de material, no uso do espaço, e na integração com o meio ambiente que a arrodeia.

Inicialmente Kaufmann toma conhecimento de Frank Lloyd Wright através do seu filho; eles certamente conheciam Frank Lloyd Wright toda a gente conhecia… pelo menos quem prestasse atenção ao design naquela altura. O seu filho tinha estado a estudar em York e regressou aos E.U.A por causa da 2.ª guerra mundial, e um amigo dele, deu-lhe uma cópia da auto biografia de Frank Lloyd Wright, ele (Kaufmann) leu-a e ficou fascinado pelas ideias que Frank Wright transmitia, que o design e a arte deviam fazer parte integrante das nossas vidas diariamente.

Frank Lloyd Wright, tinha 67 anos, para se ter uma ideia onde Frank Lloyd Wright estava nesta altura da sua carreira, ele nascera pouco depois da guerra civil, os edifícios mais recentes por ele projectados são do inicio da década de 1890 é agora 1935 ele tem cerca de 67 anos e a maioria no mundo da arquitectura viam-no como um arquitecto retirado do mercado e não no activo, ele era visto como o arquitecto que abriu o caminho para o modernismo mas não como fazendo mais parte do modernismo na época. Frank Lloyd Wright como qualquer bom arquitecto conseguia cheirar um potencial cliente a quilómetros de distância; temos aqui duas fortes personalidades.

Frank Lloyd Wright, e Edgar J. Kaufmann sénior durante a maior parte do tempo viram que precisariam um do outro para alcançar este objectivo que tinham em comum que era a casa da cascata. E para Frank Lloyd Wright que não trabalhava essencialmente á mais de uma década para além de uns pequenos projectos, ele vê isto como a sua oportunidade para se restabelecer novamente no mundo da arquitectura, uma das coisas maravilhosas acerca da casa da cascata ao contrário de muitos dos edifícios de Frank Lloyd Wright, é que nunca foi permitido que se degradasse os Kaufmann preservaram-na muito bem.

FALLINGWATER

Quando da conservação feita de 1963 fez-se todos esforços para ter a certeza que o edifício e a vista mantinham todos a sua característica, mais recentemente fez-se uma restauração de cerca de 11,5 milhões de dólares no edifício que tinha zonas em perigosa situação de colapso, a preocupação que os engenheiros disseram aos Kaufmann nos anos 30, era bem fundada, não havia aço suficiente na casa; algumas das zonas dos terraços, varandas deflectiram cerca 20/25 cm, fez se um grande reforço do edifício que o próprio Edgar nunca saberia ao olhar para lá, tudo o que foi feito, a maior parte dos reforços foram instalados no chão. Uma das únicas características da casa da cascata comparada com outras grandes obras de Frank Lloyd Wright é que esta é a maior obra de Frank Lloyd Wright que chegou ao domínio público com ambas, a casa, a mobília, a colecção de arte, e a vista intactas. Wright não só desenhou a casa desde as fundações, como também desenhou a própria mobília para a enquadrar com a casa, ele teve este conceito realista de aproximação com o viver nela. O orçamente original dado por Wright foi por volta dos 40 mil dólares isto acabados de sair da grande depressão económica de 1929, por volta de 1935, 1936. o custo final da casa ficou por volta dos 155 mil dólares ele estava definitivamente muito para além do orçamento. Para mim fallingwater house faz parte da minha própria história pessoal agora, e é incrível, quando eu chego aqui de manhã e conduzo através desta paisagem estonteante, o sentimento de ter em parte a ver com isto por ser a responsável pela manutenção do edifício é um sentimento maravilhoso que continua quando mostro a alguém a casa da cascata, atravessando a passagem que leva á casa e dou a volta e começamos a ver a casa a tomar forma através das árvores e não é o que esperas que sejas, não vês aquela elevação clássica de sudoeste com a casa da cascata á vista quando nos aproximamos da casa, não até teres passado pela casa e deixado o local, só então é que tens a hipótese de ver aquela vista. A casa da cascata é mais importante peça da arquitectura da América, o edifício mais importante em termos arquitectónicos, é famoso internacionalmente, os nossos visitantes chegam de todas as partes do mundo, como é que alcançamos essa audiência global e é para ai que estamos a olhar neste momento em termos de programação, o que podemos nós fazer para atrair estudantes de todas as partes do mundo.

FALLINGWATER MOBILIA

Todos os aspectos da casa foram mantidos intactos desde a mobília á textura da casa desenhada pelo próprio Frank Lloyd Wright, até ao equilíbrio ambiental único que complementa a casa. Inquestionavelmente um dos mais importantes trabalhos de arquitectura na América a casa da cascata continua edificada sobre bear run em Fayette country Pensylvania nos E.U.A. e está aberta ao público para a explorarem e experimentarem a sua beleza. Durante 70 anos a casa da cascata fascinou-nos, para viver não só ao lado da natureza mas inserida nela.

FALLINGWATER INTERIOR

 

CASA DA CASCATA

“Frank Lloyd Wright Para Edgar J. Kaufmann”

“Eu quero que vocês vivam com a cascata, e não só que olhem para ela, mas que ela se torne uma parte integral das vossas vidas.”

FALLINGWATER

 

As coisas que aprendi na vida


VIDA...

Aprendi que não importa o quanto eu me importe, algumas pessoas simplesmente não se importam. 

Aprendi que não importa quão boa seja uma pessoa, ela vai ferir-me de vez em quando. Mas eu preciso perdoá-la por isto.

Aprendi que falar pode aliviar as minhas dores emocionais.

Aprendi que se leva anos para se construir confiança e apenas segundos para destruí-la.

Aprendi que verdadeiras amizades continuam a crescer, mesmo a longas distâncias.

Aprendi que eu posso fazer, em instantes, coisas das quais me arrependerei pelo resto da vida

Aprendi que o que importa não é o que eu tenho na vida, mas quem eu tenho na vida.

Aprendi que os membros de minha família são os amigos que não me permitiram escolher.

Aprendi que não tenho que mudar de amigos, e, sim, compreender que os amigos mudam.

Aprendi que as pessoas com quem eu mais me importava na vida me foram tomadas muito depressa.

Aprendi que devo deixar sempre as pessoas que amo com palavras amorosas. Pode ser a última vez que as vejo.

Aprendi que as circunstâncias e o ambiente têm influência sobre mim, mas eu sou responsável por mim mesmo.

Aprendi que não devo me comparar aos outros, mas com o melhor que posso fazer.

Aprendi que não importa até onde eu chegue, mas para onde estou indo.

Aprendi que não importa quão delicado e frágil seja algo, sempre existem dois lados.

Aprendi que vou levar muito tempo para eu me tornar a pessoa que quero ser.

Aprendi que eu posso ir mais longe depois de pensar que não posso mais.

Aprendi que ou eu controlo meus actos ou eles me controlarão.

Aprendi que heróis são pessoas que fizeram o que era necessário, enfrentando as conseqüências.

Aprendi que ter paciência requer muita prática.

Aprendi que existem pessoas que me amam, mas simplesmente não sabem como demonstrar isso.

Aprendi que o meu melhor amigo e eu podemos fazer muitas coisas, ou nada, e termos bons momentos juntos.

Aprendi que a pessoa que eu espero que me pise, quando eu estiver caído, é uma das poucas que me ajudarão a levantar.

Aprendi que há mais dos meus pais em mim do que eu supunha.

Aprendi que quando estou com raiva, tenho direito de estar com raiva. Mas isto não me dá o direito de ser cruel.

Aprendi que só porque alguém não me ama do jeito que eu quero não significa que esse alguém não me ame com tudo o que pode.

Aprendi que a maturidade tem mais a ver com os tipo de experiências que eu tive, e o que aprendi com elas, do que com quantos aniversários já celebrei.

Aprendi que nunca devo dizer a uma criança que sonhos são bobagens, ou que estão fora de cogitação. Poucas coisas são mais humilhantes, e seria uma tragédia se ela acreditasse em mim.

Aprendi que nem sempre é suficiente ser perdoado por alguém, tenho que aprender a perdoar a mim mesmo.

Aprendi que não importa em quantos pedaços meu coração foi partido. O mundo não pára para que eu o conserte.

Apenas aprendi…

As coisas que aprendi na vida!

 

A VIDA....