Archive for the ‘ Literatura Internacional ’ Category

PAULO COELHO ( O CORPO DE UMA MULHER)


Muito bom este texto. Vem fazer ver à mulher que  vive obcecada com a balança que para o sexo oposto, o peso é de certa forma irrelevante… A beleza feminina é muito mais do que apenas o que indica a balança. ora confira…

 

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Não importa o quanto pesa. É fascinante tocar, abraçar e acariciar o corpo de uma mulher. Saber seu peso não nos proporciona nenhuma “emoção.

Não temos a menor ideia de qual seja seu manequim. Nossa avaliação é visual, isso quer dizer, se tem forma de guitarra… está bem. Não nos importa quanto medem em centímetros – é uma questão de proporções, não de medidas.

As proporções ideais do corpo de uma mulher são: curvilíneas, cheinhas, femininas… . Essa classe de corpo que, sem dúvida, se nota numa fração de segundo. As magrinhas que desfilam nas passarelas, seguem a tendência desenhada por estilistas que, diga-se de passagem, são todos gays e odeiam as mulheres e com elas competem. Suas modas são retas e sem formas e agridem o corpo que eles odeiam porque não podem tê-los.

Não há beleza mais irresistível na mulher do que a feminilidade e a doçura. A elegância e o bom trato, são equivalentes a mil viagras.

A maquiagem foi inventada para que as mulheres a usem. Usem! Para andar de cara lavada, basta a nossa. Os cabelos, quanto mais tratados, melhor.

As saias foram inventadas para mostrar suas magníficas pernas… Porque razão as cobrem com calças longas? Para que as confundam conosco? Uma onda é uma onda, as cadeiras são cadeiras e pronto. Se a natureza lhes deu estas formas curvilíneas, foi por alguma razão e eu reitero: nós gostamos assim. Ocultar essas formas, é como ter o melhor sofá embalado no sótão.

É essa a lei da natureza… que todo aquele que se casa com uma modelo magra, anoréxica, bulêmica e nervosa logo procura uma amante cheinha, simpática, tranqüila e cheia de saúde.

Entendam de uma vez! Tratem de agradar a nós e não a vocês. porque, nunca terão uma referência objetiva, do quanto são lindas, dita por uma mulher. Nenhuma mulher vai reconhecer jamais, diante de um homem, com sinceridade, que outra mulher é linda.

MULHER

As jovens são lindas… mas as de 40 para cima, são verdadeiros pratos fortes. Por tantas delas somos capazes de atravessar o atlântico a nado. O corpo muda… cresce. Não podem pensar, sem ficarem psicóticas que podem entrar no mesmo vestido que usavam aos 18. Entretanto uma mulher de 45, na qual entre na roupa que usou aos 18 anos, ou tem problemas de desenvolvimento ou está se auto-destruindo.

Nós gostamos das mulheres que sabem conduzir sua vida com equilíbrio e sabem controlar sua natural tendência a culpas. Ou seja, aquela que quando tem que comer, come com vontade (a dieta virá em Setembro, não antes; quando tem que fazer dieta, faz dieta com vontade (sem sabotagem e sem sofrer); quando tem que ter intimidade com o parceiro, tem com vontade; quando tem que comprar algo que goste, compra; quando tem que economizar, economiza.

Algumas linhas no rosto, algumas cicatrizes no ventre, algumas marcas de estrias não lhes tira a beleza. São feridas de guerra, testemunhas de que fizeram algo em suas vidas, não tiveram anos ‘em formol’ nem em spa… viveram! O corpo da mulher é a prova de que Deus existe. É o sagrado recinto da gestação de todos os homens, onde foram alimentados, ninados e nós, sem querer, as enchemos de estrias, de cesárias e demais coisas que tiveram que acontecer para estarmos vivos.

Cuidem-no! Cuidem-se!

A beleza é tudo isto.

Paulo Coelho

Pesquisa elaborada por:

Paulo Coelho

Fonte: Textos de Paulo coelho (escritor)

 

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ASSOBIO REBELDE – MARIA DOS ANJOS – GERAÇÃO À RÁSCA – A NOSSA CULPA…


 Este texto pertence à Assobio, Mª dos Anjos e não a Mia Couto.

http://assobiorebelde.blogspot.com

 

“Um dia, isto tinha de acontecer.

Existe uma geração à rasca?
Existe mais do que uma! Certamente!
Está à rasca a geração dos pais que educaram os seus meninos numa
abastança caprichosa, protegendo-os de dificuldades e escondendo-lhes
as agruras da vida.
Está à rasca a geração dos filhos que nunca foram ensinados a lidar
com frustrações.
A ironia de tudo isto é que os jovens que agora se dizem (e também
estão) à rasca são os que mais tiveram tudo.
Nunca nenhuma geração foi, como esta, tão privilegiada na sua infância
e na sua adolescência. E nunca a sociedade exigiu tão pouco aos seus
jovens como lhes tem sido exigido nos últimos anos.

Deslumbradas com a melhoria significativa das condições de vida, a
minha geração e as seguintes (actualmente entre os 30 e os 50 anos)
vingaram-se das dificuldades em que foram criadas, no antes ou no pós
1974, e quiseram dar aos seus filhos o melhor.
Ansiosos por sublimar as suas próprias frustrações, os pais investiram
nos seus descendentes: proporcionaram-lhes os estudos que fazem deles
a geração mais qualificada de sempre (já lá vamos…), mas também lhes
deram uma vida desafogada, mimos e mordomias, entradas nos locais de
diversão, cartas de condução e 1º automóvel, depósitos de combustível
cheios, dinheiro no bolso para que nada lhes faltasse. Mesmo quando as
expectativas de primeiro emprego saíram goradas, a família continuou
presente, a garantir aos filhos cama, mesa e roupa lavada.
Durante anos, acreditaram estes pais e estas mães estar a fazer o
melhor; o dinheiro ia chegando para comprar (quase) tudo, quantas
vezes em substituição de princípios e de uma educação para a qual não
havia tempo, já que ele era todo para o trabalho, garante do ordenado
com que se compra (quase) tudo. E éramos (quase) todos felizes.

Depois, veio a crise, o aumento do custo de vida, o desemprego, … A
vaquinha emagreceu, feneceu, secou.

Foi então que os pais ficaram à rasca.
Os pais à rasca não vão a um concerto, mas os seus rebentos enchem
Pavilhões Atlânticos e festivais de música e bares e discotecas onde
não se entra à borla nem se consome fiado.
Os pais à rasca deixaram de ir ao restaurante, para poderem continuar
a pagar restaurante aos filhos, num país onde uma festa de
aniversário de adolescente que se preza é no restaurante e vedada a
pais.
São pais que contam os cêntimos para pagar à rasca as contas da água e
da luz e do resto, e que abdicam dos seus pequenos prazeres para que
os filhos não prescindam da internet de banda larga a alta velocidade,
nem dos qualquercoisaphones ou pads, sempre de última geração.

São estes pais mesmo à rasca, que já não aguentam, que começam a ter
de dizer “não”. É um “não” que nunca ensinaram os filhos a ouvir, e
que por isso eles não suportam, nem compreendem, porque eles têm
direitos, porque eles têm necessidades, porque eles têm expectativas,
porque lhes disseram que eles são muito bons e eles querem, e querem,
querem o que já ninguém lhes pode dar!

A sociedade colhe assim hoje os frutos do que semeou durante pelo
menos duas décadas.

Eis agora uma geração de pais impotentes e frustrados.
Eis agora uma geração jovem altamente qualificada, que andou muito por
escolas e universidades mas que estudou pouco e que aprendeu e sabe na
proporção do que estudou. Uma geração que colecciona diplomas com que
o país lhes alimenta o ego insuflado, mas que são uma ilusão, pois
correspondem a pouco conhecimento teórico e a duvidosa capacidade
operacional.
Eis uma geração que vai a toda a parte, mas que não sabe estar em
sítio nenhum. Uma geração que tem acesso a informação sem que isso
signifique que é informada; uma geração dotada de trôpegas
competências de leitura e interpretação da realidade em que se insere.
Eis uma geração habituada a comunicar por abreviaturas e frustrada por
não poder abreviar do mesmo modo o caminho para o sucesso. Uma geração
que deseja saltar as etapas da ascensão social à mesma velocidade que
queimou etapas de crescimento. Uma geração que distingue mal a
diferença entre emprego e trabalho, ambicionando mais aquele do que
este, num tempo em que nem um nem outro abundam.
Eis uma geração que, de repente, se apercebeu que não manda no mundo
como mandou nos pais e que agora quer ditar regras à sociedade como as
foi ditando à escola, alarvemente e sem maneiras.
Eis uma geração tão habituada ao muito e ao supérfluo que o pouco não
lhe chega e o acessório se lhe tornou indispensável.
Eis uma geração consumista, insaciável e completamente desorientada.

Eis uma geração preparadinha para ser arrastada, para servir de
montada a quem é exímio na arte de cavalgar demagogicamente sobre o
desespero alheio.

Há talento e cultura e capacidade e competência e solidariedade e
inteligência nesta geração?
Claro que há. Conheço uns bons e valentes punhados de exemplos!
Os jovens que detêm estas capacidades-características não encaixam no
retrato colectivo, pouco se identificam com os seus contemporâneos, e
nem são esses que se queixam assim (embora estejam à rasca, como
todos nós).
Chego a ter a impressão de que, se alguns jovens mais inflamados
pudessem, atirariam ao tapete os seus contemporâneos que trabalham
bem, os que são empreendedores, os que conseguem bons resultados
académicos, porque, que inveja!, que chatice!, são betinhos, cromos
que só estorvam os outros (como se viu no último Prós e Contras) e,
oh, injustiça!, já estão a ser capazes de abarbatar bons ordenados e a
subir na vida.

E nós, os mais velhos, estaremos em vias de ser caçados à entrada dos
nossos locais de trabalho, para deixarmos livres os invejados lugares
a que alguns acham ter direito e que pelos vistos – e a acreditar no
que ultimamente ouvimos de algumas almas – ocupamos injusta, imerecida
e indevidamente?!!!

Novos e velhos, todos estamos à rasca.
Apesar do tom desta minha prosa, o que eu tenho mesmo é pena destes jovens.
Tudo o que atrás escrevi serve apenas para demonstrar a minha firme
convicção de que a culpa não é deles.
A culpa de tudo isto é nossa, que não soubemos formar nem educar, nem
fazer melhor, mas é uma culpa que morre solteira, porque é de todos, e
a sociedade não consegue, não quer, não pode assumi-la.
Curiosamente, não é desta culpa maior que os jovens agora nos acusam.
Haverá mais triste prova do nosso falhanço? “

Este texto não é de Mia Couto. Já faz algum tempo que estão a circular isso pela internet equivocadamente. O próprio Mia já declarou em um blog que não foi ele quem escreveu. Vejam aqui:

http://sobreliteraciadigital.wordpress.com/2011/04/16/como-confirmar-a-autoria-de-um-texto-de-mia-couto/

Este texto pertence à Assobio, Mª dos Anjos.

http://assobiorebelde.blogspot.com/2011/03/geracao-rasca-assobio-rebelde-mia-couto.html

CARTAS A LUCÍLIO (Lúcio Aneu Séneca)


 

Lúcio Aneu Séneca

Lucílio Aneu Séneca nasceu em Córdova em data indeterminada, cerca do início da nossa era. Seu pai, de nome também Lucílio Aneu Séneca (conhecido por Séneca-o-Retor, para o distinguir do filho Séneca-o-Filósofo) trouxe-o ainda criança para Roma, onde estudou com mestres de várias tendências filosóficas, mas especialmente de obediência estóica.

Durante o principado de Gaio (Calígula) iniciou uma brilhante carreira como advogado, mas logo após a subida ao poder do imperador Cláudio foi por este exilado para a Córsega, onde se manteve durante 8 anos. Em 49, a nova esposa do Imperador, Agripina, conseguiu a anulação do exílio, chamou Séneca a Roma e confiou-lhe a educação do jovem Nero. Morto Cláudio e aclamado Nero como novo Imperador pela guarda pretoriana, começa a fase mais importante da carreira política de Séneca. A partir de 62, porém, as tendências autocráticas de Nero afirmam-se decididamente e Séneca retira-se à vida privada. 3 Anos depois, uma conjura para derrubar Nero é descoberta e o filósofo é dado como implicado nela, recebendo ordem do Imperador para se suicidar, o que acontece em Abril de 65. – A obra conservada de Séneca é considerável, nela se compreende uma virulenta sátira à morte de Cláudio, uma série de 10 tragédias (sendo algumas de autenticidade discutida), um volumoso tratado sobre os benefícios, um manifesto político sobre a clemência, um conjunto de vários opúsculos sobre problemas vários de filosofia moral prática (conhecidos sob a designação de Diálogos), as Questões naturais (tratado sobre vários problemas de ordem científica). A sua obra mais importante, escrita durante os últimos anos de vida, são no entanto, as Cartas a Lucílio, que mostram Séneca na plena posse dos seus recursos como pensador inserido na corrente estóica: “filósofo da condição humana” como lhe chamou o Padre Manuel Antunes, as Cartas conservam uma flagrante actualidade dada a intemporalidade dos problemas tratados e pertinência dos valores morais a que o autor faz constantemente apelo.

Cartas a Lucílio «Séneca» (Fundação Galouste Gulbenkian)

 

As Cartas a Lucílio – Epistulae morales ad Lucilium – São geralmente consideradas a obra mais importante de quantas subsistem da autoria de Lúcio Aneu Séneca. Tal importância deriva de circunstâncias várias: o facto de se situarem cronologicamente entre as produções da última fase da vida do autor e reflectirem, portanto, a forma mais amadurecida do seu pensamento; o facto de essa fase da vida de Séneca (que iria culminar no suicídio) se ter revestido de formas especialmente dramáticas que encontram eco, mais ou menos explícito, no texto; o facto de, pela sua própria amplitude, conterem uma soma de reflexões sobre enorme variedade de problemas, na sua totalidade de carácter ético; o facto de tais reflexões, conquanto assentes num quadro teórico perfeitamente delimitado e coerente, se revestirem de um carácter extremamente prático, isto é, de constituírem uma análise de situações concretas e de apreciações de grande grandeza sobre a natureza e o comportamento humanos; o facto de o quadro epistolar escolhido pelo autor para a sua exposição (quer se pense, como estamos em crer, que as Cartas representam uma correspondência efectiva mantida por Séneca com o seu destinatário, quer, como alguns entendem, que apenas resultam de uma mera ficção literária) se prestar à inclusão de numerosos elementos informativos sobre múltiplos aspectos da vida e da civilização romanas; o facto, enfim, de a natureza dos problemas que suscitam e discutem se revestir de uma pertinência transcendente à época em que foram redigidas e oferecer uma viva fonte de meditação para quem pretenda questionar-se sobre os valores da sociedade em que se insere. A persuasão de que a leitura de Séneca pode ser nos dias de hoje de uma utilidade prática evidente como precioso auxiliar no entendimento da natureza humana e na determinação da existência, levou-me a fazer um post sobre esta obra e o seu autor.

O DIÁRIO DA NOSSA PAIXÃO (NICHOLAS SPARKS) THE NOTE BOOK


THE NOTE BOOK (NICHOLAS SPARKS)

Um livro escrito com uma força delicada e comovente, uma beleza supreendente e arrebatadora como há muito já não se encontrava na literatura recente…. 

Todas as manhãs ele lê para ela, de um caderno desbotado pelo tempo, uma história de amor que ela não recorda nem compreende. Um ritual que se repete diáriamente no lar de idosos onde ambos vivem agora. Pouco a pouco, ela deixa-se envolver pela magia da presença dele, do que ele lhe lê, pela ternura dele… e o milagre… acontece. A paixão renasce, transpõe o abismo do tempo, o abismo da memória, e por instantes ela volta para ele… apesar da doença. 

Mas haverá mais. 

Todos os dias, ele lê-lhe a história de um simples rapaz sulista e de uma rapariga destinada a brilhar na high society. A primeira paixão, clara como uma mnhã orvalhada de maravilha e descoberta. Afastados depois pela impiedosa exigência do abismo que os separa. Catorze anos mais tarde, ele é um sobrevivente da guerra e ela está a poucos dias de tornar-se a mulher de um outro homem. Mas volta por uma necessidade imperiosa de o rever. O reencontro traz de novo toda a magia. 

Terá o amor poder suficiente, desta vez? 

Mas haverá mais. Sempre. 

Este romance mostra duas perspectivas de um grande amor, de uma grande paixão que não acaba com o passar dos anos, mas que tem de se adaptar as diferentes fazes da vida, e ás partidas que a vida nos prega e das quais não podemos fugir.

 

A história começa com um simples amor de verão entre dois jovens de classes sociais diferentes, o Noah e a Allie, e que se transforma numa linda historia de amor travada pela família dela. Depois de uma série de desencontros, e de uma decisão drástica da família de Allie em colocar um fim naquele relacionamento, o jovem casal é então afastado durante uma série de anos.
Um certo dia, Allie volta a ter noticias de Noah através de um jornal, o que vai reavivar a sua memoria e mais importante do que isso, vai reavivar a sua paixão escondida, e agora também mais uma vez proibida, uma vez que Allie está noiva de um jovem que pertence a uma das famílias mais importantes da época.

  

Mas o que eles viveram no passado foi forte, e pelo menos mais uma vez ela terá de ver Noah, para poder prosseguir com a sua vida, esse pensamento não a deixa, até ao dia em que decide finalmente ir ao encontro dele. O tão esperado encontro corre como o esperado, o falar do passado, o recordar uma história vivida, mas o esconder de algo que ainda existe. Quando Allie decide voltar no dia seguinte a casa de Noah, é então consumada a verdadeira paixão dos dois quando se entregam nos braços um do outro. Neste momento levanta-se um grande dilema, ficar com o Noah ou continuar os seus planos futuros de casar com o noivo. A escolha cai certamente sobre Noah, era impossível deixar fugir aquilo que lhes escapou por entre os dedos á alguns anos atrás. 

Fala-se agora da segunda perspectiva que este livro aborda, que é o de um amor de uma vida, preenchida de tudo o que dois jovens apaixonados têm direito, preenchida com recordações, filhos e com um amor que apesar da idade não se apaga, e que se vê ameaçado por um terrível mal: a doença de alzheimer. 
 
 Esta doença apesar de não ser vista com a frieza de muitas das doenças mortais existentes, é bastante cruel no aspecto em que rouba o que de mais bonito existe no ser humano, que é a sua memória e as suas recordações.

Então de repente, vemo-nos perante o amor de um casal perto do fim da sua vida, e da tentativa constante de voltar a proporcionar ao outro momentos mágicos como tantos outros que já existiram. Ele, que acompanha a sua esposa nesta luta contra a sua doença, apesar de ele próprio também sofrer de vários males próprios da sua idade, mas que todos os dias lhe lê de um livro já meio gasto uma linda historia de amor, na esperança que a faça então recuperar nem que por breves instantes, essa mesma historia. 

É então que no fim deste fantástico livro, ficamos a saber que o idoso que todos os dias se aproxima daquela senhora e lhe lê uma linda história de amor, é Noah que vê agora Allie, o amor da sua vida com a terrível doença de alzheimer, e todos os dias lhe lê a historia de amor deles na esperança de a ajudar nem que seja por uns breves instantes a recordar também ela essa história de amor.


É um livro com uma historia de vida fantástica, com tudo o que podemos encontrar nos nossos dias, e que aborda num pequeno numero de folhas, duas fantásticas lições de vida a não esquecer, e que nos faz lembrar que a vida é sem duvida para ser vivida no seu pleno pois apenas temos uma e não sabemos até quando…

Como Emagrecer Fazendo Sexo «Richard Smith»


Sabia que no beijo apaixonado gasta cerca de 26 calorias? Pois… Com este livro vai aprender que além de tudo o que sabemos, o sexo também é bom para emagrecer…

COMO EMAGRECER FAZENDO SEXO!

Ao iniciar um relacionamento lembre-se deste princípio: quanto mais curta for a conversa, menos calorias serão utilizadas. Começar uma conversa com um “não tenho nada pra dizer, vamos directos pra cama” — além de afugentar qualquer parceiro de inteligência mediana — queima apenas três calorias. Quanto mais longa for a conversa, mais a sua imaginação funcionará e mais calorias serão consumidas quando puser em prática as fantasias idealizadas.

Neste engraçadíssimo Como Emagrecer Fazendo Sexo Richard Smith aborda todas as possibilidades gastronómico-sexuais imagináveis, não esquecendo sequer as ocasionais emergências e desastres que as mais loucas posições e combinações podem causar.

Salvo raras excepções o sexo é considerado o menos enfadonho e mais prazeroso método de exercício físico, sem falar no seu baixissimo custo.

Na verdade aqueles que o praticam só têm palavras de elogio para os seus beneficios.

A VIDA PERDIDA DE EVA BRAUN «Angela Lambert»


A mais completa e ousada biografia da amante de Adolf Hitler

A trajectória incomum de uma mulher comum.

É a biografia de Eva Braun mas também de Hitler,

do romance de ambos e da própria história da sociedade Alemã.

A VIDA PERDIDA DE EVA BRAUN

A vida perdida de Eva Braun é a biografia não convencional da mulher que esteve ao lado de Hitler por quase toda a sua trajectória política, dos inícios tumultuosos na Munique dos anos de 1920 até ao final sangrento numa Berlim apocalíptica – e que, no entanto, permanece até hoje desconhecida.

O livro não pretende reescrever a história, demonstrando que a amante, e esposa de última hora, tenha tido qualquer papel activo nos eventos terríveis de que foi testemunha: o caos político da República de Weimar, a ascensão do nazismo, a instalação da ditadura Hitleriana, a segunda guerra, o Holocausto. A história de Eva Braun ilustra, ao mesmo tempo, a sociedade na Alemanha da primeira metade do século XX. Na verdade, é toda a Alemanha da época, dos costumes à política, que emerge nestas páginas.

A partir do momento em que Eva Braun passa a viver com Hitler, são os aspectos pouco conhecidos da vida e da personalidade do líder nazi que emergem, ao lado de aspectos desconhecidos da vida e da personalidade da própria Eva Braun – ao mesmo tempo em que os grandes eventos da época se desenrolam, ora como pano de fundo, ora como tema principal, numa narrativa sempre ágil e inteligente.


«Uma biografia intensa, mas de fácil leitura,

que coloca a vida de Eva Braun, num ponto mais alto

do que uma mera nota de rodapé na história.»

THE TIMES

«Na sua magnífica e sensível biografia, Angela Lambert

Descreve Eva braun como uma personagem única, com vida prória,

Muito para além do seu relacionamento com Hitler.»

PUBLISHERS WEEKLY

«Um estudo completo e pertinente sobre Eva Braun,

A amante, e mulher durante apenas 36 horas, de Hitler

Mas também sobre a sociedade alemã da época.»

THE INDEPENDENT

«A vida perdida de Eva Braun mostra o lado mais humano

De Eva tornando-a uma vítima da sua proximidade com o poder.

Ler sobre esta época exerce sempre um grande fascínio.»

THE BOSTON GLOBE

MORREU JOSÉ SARAMAGO


CARICATURA DO N.º 1 DOS ESCRITORES PORTUGUÊSES

O escritor português e Prémio Nobel da Literatura em 1998 José Saramago morreu hoje aos 87 anos em Lanzarote.

José Saramago morreu “estando acompanhado pela sua família, despedindo-se de uma forma serena e tranquila”, diz o comunicado oficial da Fundação do escritor, emitido às 13:40.

O comunicado anuncia que José Saramago “faleceu às 12:30 na sua residência em Lanzarote, aos 87 anos de idade, em consequência de uma múltipla falha orgânica, após uma prolongada doença”.

Fazendo minhas as palavras da ministra da cultura do Governo Português, Maria Gabriela da Silveira Ferreira Canavilhas, com a morte do grande escritor a Literatura, e a cultura Portuguêsa, ficaram Orfãos!

Morreu hoje um dos escritores mais fantásticos da Língua Portuguesa. Um homem generoso, extremamente inteligente e lúcido. Faltam palavras para descrever a figura que foi José Saramago, as suas ideias. Felizmente, ele deixou-as todas para nós. Não apenas atravéz dos seus livros, os melhores. Um homem que, aos 87 anos, dispõe-se a manter um blog (Outros cadernos de Saramago), não é um homem qualquer. Um comunista sem ranço, que enxergava longe, além.

Entretanto, esta sexta-feira, o  corpo de José Saramago vai estar em câmara ardente, a partir das 17h00 (hora portuguesa) na biblioteca José Saramago, localizada em Tías, na ilha espanhola de Lanzarote onde o escritor residia desde 1993.

O Prémio Nobel da Literatura, o escritor José Saramago morreu esta sexta-feira, aos 87 anos em Lanzarote, onde residia há vários anos. O escritor sofria de leucemia e há várias semanas que não saía de casa.

José Saramago foi galardoado com o Prémio Nobel da Literatura em 1998. Deixa uma vasta obra onde se incluem géneros distintos.

Publicou o seu primeiro livro em 1944 e esteve quase duas décadas sem voltar a publicar. Em 1966 reaparece no panorama literário com um conjunto de poemas.

Conquistou leitores, prémios e distinções em todo o mundo. Uma das suas obras, ‘Ensaio sobre a Cegueira’ foi adaptado ao grande ecrã pela mão do realizador brasileiro Fernando Meireles. Em Portugal, os seus textos constam nos programas oficiais de Língua Portuguesa nos liceus.

Criou a Fundação José Saramago, que ocupa a Casa dos Bicos por cedência da Câmara Municipal de Lisboa.

O seu último livro, ‘Caim‘, publicado em 2009 suscitou uma forte polémica, com figuras ligadas à Igreja Católica indignadas com a forma como Deus era apresentado nesta visão da Bíbilia.

Última reflexão no blogue

Uma última reflexão de José Saramago surge no blogue ‘Outros Cadernos de Saramago’. Assinada por Fundação José Saramago, a mensagem data de 18 de Junho e tem por título ‘Pensar, pensar’.

“Acho que na sociedade actual nos falta filosofia. Filosofia como espaço, lugar, método de refexão, que pode não ter um objectivo determinado, como a ciência, que avança para satisfazer objectivos. Falta-nos reflexão, pensar, precisamos do trabalho de pensar, e parece-me que, sem ideias, não vamos a parte nenhuma.”

Livros de José Saramago

1947. ‘Terra do Pecado’ (romance)

1966. ‘Os Poemas Possíveis’ (poesia)

1970. ‘Provavelmente Alegria’ (poesia)

1971. ‘Deste Mundo e do Outro’ (crónica)

1973. ‘A Bagagem do Viajante’ (crónica)

1974. ‘As Opiniões que o DL Teve’ (crónica)

1975. ‘O Ano de 1993’ (poesia)

1976. ‘Os Apontamentos – Crónicas Políticas’ (crónica)

1977. ‘Manual de Pintura e Caligrafia’ (romance)

1978. ‘Objecto Quase’ (conto)

1979. ‘Poética dos Cinco Sentidos – O Ouvido’

1979. ‘A Noite’ (peça de teatro)

1980. ‘Que Farei Com Este Livro?’ (peça de teatro)

1980. ‘Levantado do Chão’ (romance)

1981. ‘Viagem a Portugal’ (viagens ou ensaio)

1982. ‘Memorial do Convento’ (romance)

1984. ‘O Ano da Morte de Ricardo Reis’ (romance)

1986. ‘A Jangada de Pedra’ (romance)

1987. ‘A Segunda Vida de Francisco de Assis’ (peça de teatro)

1989. ‘História do Cerco de Lisboa’ (romance)

1991. ‘O Evangelho Segundo Jesus Cristo’ (romance)

1993. ‘In Nomine Dei’ (peça de teatro)

1994. ‘Cadernos de Lanzarote I’ (diário)

1995. ‘Ensaio sobre a Cegueira’ (romance)

1995. ‘Cadernos de Lanzarote II’  (diário)

1996. ‘Cadernos de Lanzarote III’ (diário)

1997. ‘Todos os Nomes’ (romance)

1997. ‘Cadernos de Lanzarote IV’ (diário)

1997. ‘O Conto da Ilha Desconhecida’ (conto)

1998. ‘Cadernos de Lanzarote V’ (diário)

2001. ‘A Caverna’ (romance)

‘A Maior Flor do Mundo’ (infantil)

2002. ‘O Homem Duplicado’ (romance)

2004. ‘Ensaio sobre a Lucidez’ (romance)

2005. ‘As Intermitências da Morte’ (romance)

2005. ‘Don Giovanni ou O Dissoluto Absolvido’ (peça de teatro)

2006. ‘As Pequenas Memórias’ (memórias)

2008. ‘A Viagem do Elefante’ (romance)

2009. ‘Caim‘ (romance)

R.I.P.

JOSÉ SARAMAGO

Para conhecimento de todos os que queiram prestar homenagem a José Saramago, informa-se que o corpo estará em câmara ardente na Câmara Municipal de Lisboa entre as 14.30 e as 24 Horas de Sábado, dia 19 de Junho, e a partir das 09 até às 12 Horas de Domingo, dia 20 de Junho.