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Açores From Sky!


Imagem

Açores vistos do céu proporciona uma viagem inédita e impressionante sobre os seiscentos quilómetros de oceano atlântico ao longo dos quais se distribui o arquipélago dos Açores.

Através de 150 imagens, registadas em voos de helicóptero em Agosto de 1997 e Março de 1998 fica o retrato apaixonado , destas nove ilhas vulcânicas descobertas e povoadas há pouco mais de 500 anos.

As fotografias de Filipe Jorge e os textos do jornalista António Valdemar desvendam mistérios e o carácter de uma paisagem única e empolgante; baías, praias, lagoas, flores, montanhas, vulcões, vilas e cidades de todos os 19 concelhos que constituem a Região Autónoma dos Açores são aqui representados no esplendor da sua natureza e revelam a riqueza do seu património.

Uma viagem inesquecível.

Vistas do céu, as nove ilhas dos Açores parecem uma só. Por largo e fundo que seja o mar que as separa, mais largo e mais fundo é aquele que as une: as rochas em que uma ilha acaba continuam-se nas rochas em que outra começa: as ilhas dos Açores estão ligadas pelas raízes, que se tocam no fundo do mar: e à superfície, vista do céu, cada ilha é uma resposta de outra.

Sabe-mo-lo agora: a história política dos Açores foi durante séculos uma história contra natura, separando pela administração aquilo que por natureza era e é unido: ilhas nascidas de vulcões que nunca morreram, dispostas em meandro à flor das águas, e habitadas por gentes que trocam olhares com as gentes da ilha da frente.

Durante séculos se quis esquecer que em todas as ilhas há crateras circulares no interior de picos, fajãs que escorrem pelas rochas do mar, centros urbanos plasmados ao desenho da terra, divisão geométrica de propriedade rural, sinfonia de verdes em terra e de azuis no mar, festas populares que apenas divergem enquanto variações sobre um mesmo tema.

As ilhas que estão unidas nas profundezas do mar, e que trocam olhares à rasante das águas, vistas do céu, são, mais do que parecem, uma ilha só repartida pelo mar.

Pelos céus desta magna ilha passou Filipe George; pelas fotografias que fez, discorreu António Valdemar; e do passeio de ambos nasceu este livro de maravilha – por onde agora se passeiam os nossos olhos. Como se tivessem no céu.

Porque às vezes é preciso sairmos de terra para perceber os Açores em todo o esplendor da sua diversidade e da sua unidade.

Carlos César

Presidente do governo regional dos Açores

Pretendo publicar fotos de cada uma das 9 ilhas dos Açores. Retiradas do próprio livro, este post irá sendo actualizado nos próximos tempos consoante disponibilidade…

Elaborado Por: Paulo Coelho

Fonte: o próprio Livro

A FOTOGRAFIA


A palavra Fotografia vem do grego φως [fós] (“luz”), e γραφις [grafis] (“estilo”, “pincel”) ou γραφηgrafê, que significa “desenhar com luz.Maquina Fotográfica.

A fotografia é essencialmente, a técnica de criação de imagens por acção da luz, fixando esta a uma superfície sensível. A fotografia tal como a conhecemos, nasceu a preto e branco, mais precisamente com o preto sobre o branco, no início do século XIX.

A fotografia não é a obra final de um único inventor. Ao longo da história, diversas pessoas foram acumulando conceitos e processos que deram origem à fotografia como a conhecemos hoje. O mais antigo destes conceitos foi o da câmara escura, descrita pelo napolitano Giovanni Baptista Della Porta, já em 1558, é conhecida por Leonardo da Vinci que a usava, como outros artistas no século XVI para esboçar pinturas.

O cientista italiano Ângelo Sala, em 1604, percebeu que um composto de prata escurecia ao Sol, supondo que esse efeito fosse produzido pelo calor. Foi então que, Johann Heinrich Schulze fazendo experiências com ácido nítrico, prata e gesso em 1724, determinou que era a prata halogénea, convertida em prata metálica, e não o calor, que provocava o escurecimento.

1ª foto 1826

A primeira fotografia de que há registo (a preto e branco) é de 1826 e foi atribuída ao Francês Joseph Nicéphore Niépce, tendo sido produzida numa placa de estanho coberta com um derivado de petróleo fotossensível chamado Betume da Judeia, e exposta durante cerca de 8 horas à luz solar até produzir uma imagem.

Niépce, chamou ao processo heliografia (gravura com a luz do sol), heliografia, (“fotografia”) esta que não se parecia com as fotografias actuais. No entanto a sua fotografia de 1826 é considerada a primeira foto permanente do mundo.

Após a morte de Nièpce, o Francês Louis Jacques Mandé Daguerre, que paralelamente a este, também desenvolvia uma concepção fotográfica, desenvolveu um processo com vapor de mercúrio que reduzia o tempo de revelação de horas para minutos. O processo foi denominado daguerreótipo. Daguerre descreveu seu processo à Academia de Ciências e Belas Artes, na França e logo depois requereu a patente do seu invento em Inglaterra. A popularização dos daguerreótipos deu origem às especulações sobre o “fim da pintura”, inspirando o Impressionismo

Em 1839 o Britânico, Willyam Fox Talbot desenvolveu um diferente processo denominado calotipo, usando folhas de papel cobertas com cloreto de prata, que Máquina fotográficaposteriormente eram colocadas em contacto com outro papel, produzindo a imagem positiva. Este processo é muito parecido com o processo fotográfico em uso hoje, pois também produz um negativo que pode ser reutilizado para produzir várias imagens positivas.

As investigações prosseguiram, protagonizadas por inúmeros cientistas, atingindo alguns resultados importantes. Um dos mais marcantes foi a solução do negativo em vidro, criada em 1851, que permitia reunir as melhores características dos dois processos anteriores.

Em meados de oitocentos, a fotografia tornou-se um meio bastante popular de divulgação de informação visual sobre o mundo. Esta popularidade conheceu um grande incremento com a criação da fotografia estereoscópica em 1860.

A técnica foi evoluindo e em 1871 surge a fotografia instantânea que veio revolucionar por completo as expressões artísticas.

A fotografia popularizou-se como produto de consumo a partir de 1888 com a introdução da câmara tipo “caixote” e pelo filme em rolos substituíveis criados por George Eastman. Na década de 1880, este inventa um negativo em rolo que admitia várias exposições para o qual construiu uma máquina de utilização muito fácil. Esta câmara, produzida a partir de 1888 chamava-se “Kodak nº 1” e foi responsável pela total democratização deste processo de realização de imagens.

Até então a pintura era o único processo capaz de imitar a realidade visível como se fosse uma imagem fotografada.

Com o aparecimento da fotografia a pintura pôde aspirar a outros objectivos que não fossem a exacta reprodução do que os olhos vêem.

Desde então, o mercado fotográfico tem experimentado uma crescente evolução tecnológica, como a introdução da cor na fotografia, ou até mesmo a fotografia digital como padrão mas isso é assunto para um próximo post.