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LEONARDO DA VINCI


Homem vitruviano Da vinci

O filho ilegítimo de um notário de 25 anos de idade, Sir Piero da Vinci, e uma camponesa chamada, Catarina, Leonardo nasceu a 15 de Abril de 1452, em Vinci, na Itália, nos arredores de Florença.

O seu pai adquiriu a custódia do menino logo após o seu nascimento, quando a sua mãe se casou com outro alguém e se mudou para uma cidade vizinha.

Os seus pais continuaram a ter filhos, embora não um com o outro, e  acabaram por  lhe fornecer um total de 17 meias-irmãs e irmãos …

Crescendo na casa de seu pai, Leonardo cedo teve acesso a textos académicos, propriedade da família e amigos.

Ele também foi exposto a tradição da pintura de longa data dos Da Vinci, e quando ele tinha uns 15, o pai colocou-o na oficina de renome de Andrea del Verrochio, em Florença.

Mesmo na condição de aprendiz, Leonardo demonstrou o seu talento colossal. Na verdade, o seu génio parece ter vazado em inúmeras peças produzidas pela oficina de Verrocchio a partir do período de 1470-1475.

Por exemplo, um dos primeiros grandes trabalhos de Leonardo era pintar um anjo em, Verrochio o “Baptismo de Cristo”, e Leonardo foi muito melhor do que seu mestre Verrochio que ao ver o trabalho exclamou, meu Deus há alguém que pinta melhor que eu, aparentemente a partir dessa data Verrochio nunca mais voltou a pintar novamente, dedicando-se exclusivamente á escultura.

Leonardo esteve no atelier de Verrocchio até 1477, quando decidiu montar o seu próprio atelier.

Em busca de novos desafios e quantias chorudas, Leonardo da Vinci mudou-se para Milão, e entrou ao serviço do duque de Milão, em 1482, abandonando a sua primeira Obra artística remunerada em Florença, “A Adoração dos Magos”. Ele passou 17 anos em Milão, deixando Milão, apenas após a queda do duque Ludovico Sforza do poder em 1499. Foi durante estes anos que Leonardo logrou, alcançar novos patamares de realização científica e artística.

O duque manteve ocupado Leonardo na pintura, escultura e desenho, na projecção de elaborados festivais da corte, mas também colocou Leonardo a projectar armas, edifícios e máquinas.

De 1485 até 1490, Leonardo produziu um estudo sobre a carga de disciplinas, incluindo a natureza, máquinas voadoras, geometria, mecânica, construção municipal, canais e arquitectura (desenho de tudo, desde as igrejas a fortalezas).

Os seus estudos desse período contêm desenhos de armas avançadas, incluindo um tanque de guerra e outros veículos, dispositivos de combate diversos, e submarinos.

Também durante este período, Leonardo produziu os seus primeiros estudos anatómicos. A sua oficina de Milão era um verdadeiro frenesim de actividade, zunindo com os aprendizes e estudantes.

Infelizmente, os interesses de Leonardo eram tão vastos, que ele foi muitas vezes impelido  para novos temas, o que geralmente fazia com que não conseguisse terminar alguns trabalhos. Esta falta de rigor resultou na  conclusão apenas de cerca de seis obras nestes 17 anos, incluindo “A Última Ceia” e “O Virgem das Rochas”, e deixou dezenas de obras e projectos inacabados ou por realizar. Ele passou a maior parte do seu tempo a estudar a ciência, quer na natureza a observar as coisas, ou fechando no seu atelier afastado da corte pensando verdades universais.

Entre 1490 e 1495 ele desenvolveu o hábito de gravar os seus estudos em cadernos meticulosamente ilustrado. O seu trabalho abrangeu quatro temas principais: a pintura, a arquitectura, os elementos da mecânica e anatomia humana. Estes estudos e esboços foram colectados em vários códices e manuscritos, que agora são coleccionados por museus e particulares (Bill Gates recentemente pagou cerca de $ 30 milhões pelo Codex Leicester!).

De volta a Milão … após a invasão dos franceses e a queda de Ludovico Sforza do poder em 1499, Leonardo foi obrigado… a procurar um novo patrono. Durante os próximos 16 anos, Leonardo trabalhou e viajou por toda a Itália por uma série de entidades patronais, incluindo os vilões Cesare Borgia.

Ele viajou durante um ano com o exército de Bórgia como engenheiro militar e até conheceu Niccolo Machiavelli, autor de “O Príncipe”. Leonardo projectou também uma ponte para a extensão do chifre de ouro “em Constantinopla durante este período e recebeu uma encomenda, com a ajuda de Maquiavel, para pintar a” Batalha de Anghiari “.

Por volta 1503, Leonardo começou a trabalhar segundo as informações recebidas na pintura a “Mona Lisa”. A 9 de Julho de 1504, recebeu a notícia da morte de seu pai, Sir Piero. Através dos artifícios e  intromissão dos seus meios irmãos e irmãs, Leonardo viu-se privado de qualquer herança.

A morte de um tio querido também resultou numa uma briga sobre a herança, mas desta vez Leonardo levou a melhor sobre as intrigas dos seus irmãos e acabou por herdar as terras e o dinheiro do tio.

De 1513 a 1516, trabalhou em Roma, na manutenção de uma oficina a realizar uma variedade de projectos para o Papa. Continuando os seus estudos de anatomia e fisiologia humana, mas o Papa proibiu-o de dissecar cadáveres.

Após a morte do seu patrono Giuliano de Médici, em Março de 1516, foi lhe oferecido o título de Premier pintor, engenheiro e arquitecto do rei Francisco I de França.  Talvez o seu último e mais generoso patrono, Francisco I, concedeu a Leonardo um trabalho confortável, incluindo uma mansão perto do palácio real de Amboise.

Apesar de sofrer de uma paralisia da mão direita, Leonardo ainda foi capaz de desenhar e ensinar. Ele realizou estudos sobre a Virgem Maria em “A Virgem e o Menino com Santa Ana”, realizou estudos sobre a anatomia de gatos, cavalos, e o dragão, St. George, sobre a natureza da água, os desenhos do Dilúvio, e de várias máquinas .

Leonardo morreu em 2 de maio de 1519 em Cloux, França. Diz a lenda que o rei Francisco estava ao seu lado quando ele morreu, apoiando a cabeça de Leonardo nos seus braços.

LEONARDO O HOMEM DA RENASCENÇA

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Além de ser apenas  a pessoa mais inteligente de sempre, Leonardo é relatado por ter sido um homem extraordinariamente belo, com grande força e uma voz fina. E ao contrário de seus colegas italianos do século 15, ele era vegetariano e seguiu estritamente as regras da dieta. Na verdade, ele amava tanto os animais que ele costumava comprar animais enjaulados no mercado apenas para libertá-los.

LEONARDO O CANHOTO

Numa época em que ser canhoto era considerado obra do diabo e os canhotos eram frequentemente forçados a usar a mão direita, Leonardo era canhoto impenitente. Tem sido sugerido que essa diferença “foi um elemento do seu génio, dado que o seu desprendimento lhe permitia ver para além do normal. Ele escrevia da direita para a esquerda, os seus escritos são facilmente decifrados apenas com um espelho.

O ESCUDO ASSUSTADOR

Diz a lenda que Leonardo jovem foi convidado pelo pai a pintar um escudo redondo. Como muitos adolescentes, ele pensou que seria interessante pintar uma cabeça realmente assustadora, ele trouxe todos os tipos de vermes – lagartos, morcegos, larvas, etc – e pintou um monstro nojento exalar fumo e gás tóxico. Ele estava tão absorto na sua pintura, que ele não percebeu que os seus espécimes tinham começado a apodrecer, e quando ele finalmente permitiu que o seu pai visse a pintura o homem ficou tão assustado com seu realismo que se apercebeu que o seu filho só poderia ser um artista.

O GRANDE CAVALO

O Grande cavalo

Vinte e três metros de altura e pesando quase 80 toneladas, uma escultura gigantesca em bronze do falecido Duque de Milão, a cavalo provou ser muito desafiadora, mesmo para Leonardo. Leonardo foi contratado para fazer apenas uma estátua em tamanho real, que já era uma tarefa difícil, mas o seu empregador, Ludovico Sforza, em seguida, decidiu que a homenagem a seu pai deve ser quatro vezes maior. Durante anos, Leonardo estudou o movimento dos cavalos, fazendo inúmeros esboços,  ele desenvolveu técnicas de fundição. Infelizmente, na altura os franceses invadiram Milão e depuseram o Duque, Leonardo tinha conseguido apenas fazer um modelo em argila de 22 pés, que os soldados franceses utilizaram para a prática de tiro ao alvo.

Michelangelo Buonarroti 1475-1564


O legado artístico de Miguel Ângelo constitui uma demonstração de génio. A ele se devem obras imortais tais como: na pintura, os frescos da capela sistina, o Juízo final no mesmo local, 2 frescos na Capela Paulina, na escultura o “David”, a Pietà, Baco, as 2 Tumbas dos Médici, e o “Moisés”, e na arquitectura a cúpula da Basílica de São Pedro no Vaticano, remodelou a praça do Capitólio Romano e projectou vários edifícios.

O humanismo renascentista, da que o genial artista constitui uma figura pragmática, levou-o também a escrever uma notável obra literária, tanto em prosa como em verso.

Miguel Ângelo di Lodovico Buonarroti Simoni, nasceu em Caprese, uma localidade próxima da cidade de Toscana de Arezzo, em Itália a 6 de Março, de 1475.

Ele desenvolveu o seu trabalho artístico durante mais de setenta anos entre Florença e Roma, onde viveram seus grandes mecenas, a família Medici de Florença, e vários papas romanos.

Ainda em criança, mudou-se com a sua família para Florença, onde em 1488, entrou como aluno para o ateliê de pintura dos irmãos David, e Domenico Ghirlandaio, onde aprendeu as técnicas de pintar frescos e painéis, fazendo-se logo notar pela firmeza e força do seu traço.

No ano seguinte, graças ao patrocínio de Lourenço o Magnífico, passou a estudar escultura com Bertoldo di Giovanni no jardim onde a família senhorial de Florença conservava uma valiosa colecção de esculturas antigas. Tendo o seu talento sido logo reconhecido, tornou-se um protegido dos Medici, para quem realizou várias obras, vindo a frequentar a sua casa e o círculo intelectual de que se faziam rodear.

Após a morte de Lourenço o Magnifico, em 1492, e pouco antes da expulsão da família Medici pelo pregador e reformador religioso Girolamo Savonarola, Miguel Ângelo fugiu para Bolonha, onde, sob a influência de Jacopo della Quercia, esculpiu três estátuas para o túmulo de são Domingos.

A sua estadia em Roma, de 1496 a 1501 onde esculpiu “Baco”, antes de se voltar para a temática de inspiração religiosa que dominaria a sua arte a partir de 1498. A sua grande obra do período é a “Pietà” de mármore que se encontra na basílica de São Pedro, na qual a cena trágica contrasta com a serenidade do juveníssimo rosto da Virgem.

De volta a Florença, esculpiu em madeira a “Crucificação” (autenticada somente em 1965), que doou a uma igreja como agradecimento por lhe terem permitido estudar os cadáveres ali conservados.

Em Florença, em 1501, recebeu a incumbência de realizar as 15 figuras da capela Piccolomini da catedral de Siena e o colossal “David” de mármore, concluído em 1504. Esta estátua está hoje na Academia de Belas-Artes de Florença, e veio a converter-se na encarnação do espírito e da força da cidade.

Ainda em 1501, Miguel Ângelo começou a pintar o fresco “Batalha de Cascina” para a sala do conselho do Palazzo Vecchio florentino. Essa grande pintura, posteriormente destruída, suscitou uma autêntica rivalidade entre o artista e Leonardo da Vinci, que estava a pintar “A batalha de Anghiari” na parede oposta.

O papa Júlio II chamou o já célebre génio toscano a Roma, em 1505, para o incumbir de fazer um grande mausoléu com mais de quarenta figuras em tamanho real. O projecto, que não chegou a ser concluído, acarretou muitos problemas para Miguel Ângelo, desde a assistência inadequada na execução do projecto à falta de pagamento. O escultor desentendeu-se então com o papa e fugiu de Roma.

Em Florença, Piero Solderini convenceu-o a justificar-se. Júlio II encomendou-lhe então uma estátua em bronze para a igreja de São Petrônio, concluída em 1508. Nesse mesmo ano, Miguel Ângelo recebeu o primeiro pagamento do papa para iniciar a ampliação da capela Sistina, cujos frescos pintou até 1512. Embora tenha trabalhado como pintor a contragosto, preferia a escultura, realizou na capela Sistina frescos tidos como a expressão máxima da arte pictórica do Renascimento.

Os Medici adquiriam, reconquistaram o poder em Florença em 1512, e os papas Leão X e Clemente VII, membros dessa família, encarregaram Miguel Ângelo de vários projectos a serem realizados em Florença, onde o artista residiu ocasionalmente entre 1514 e 1534.

Em 1513 o artista conseguiu renegociar o contrato do mausoléu com os descendentes de Júlio II. O projecto foi reduzido e Miguel Ângelo idealizou para o sepulcro a sua célebre estátua “Moisés”, de mármore, e duas figuras flageladas de escravos.

Em 1520, Miguel Ângelo comprometeu-se a projectar uma capela mortuária na igreja de São Lourenço, que deveria abrigar os túmulos da família Medici e, em 1524, Clemente VII encarregou-o do projecto da Biblioteca Laurenziana.

No cenotáfio dos Medici, as estátuas de Juliano e Lourenço o Magnífico, dispostas em nichos sobre as tumbas, representaram um novo ponto de partida no campo da escultura funerária. Sob elas, Miguel Ângelo acrescentou quatro figuras em mármore que representam o mundo terreno em escalas do dia: “Aurora”, “Dia”, “Crepúsculo” e “Noite”. Também construiu o recinto solene da capela que, apesar da extrema simplicidade das linhas arquitectónicas, é para muitos a maior obra do artista.

No período republicano que se seguiu à queda dos Medici, Miguel Ângelo colaborou activamente na vida pública florentina e projectou a fortificação da cidade contra os ataques dos exércitos papal e imperial.

Alternou o trabalho em outras áreas com a criação de uma obra poética de grande sensibilidade, escrita a partir de 1530. O conjunto dos seus textos, com justiça caracterizados como uma “biografia espiritual”, reúne mais de 300 sonetos, madrigais e outros tipos de poemas, inclusive fragmentos inacabados.

Em 1534, nomeado pelo papa Paulo III, escultor, pintor e arquitecto oficial do Vaticano, Miguel Ângelo, fixou residência definitiva em Roma.

Entre 1536 e 1541, realizou no altar da capela Sistina o grande fresco “Juízo final”. A gigantesca composição aparece dominada pela vigorosa figura de Cristo que, como juiz universal, ordena a salvação dos bem-aventurados e o castigo dos pecadores. A obra reflecte de forma dramática as inquietudes espirituais do já idoso Miguel Ângelo.

Em 1538, transferiu a estátua do imperador Marco Aurélio para o centro da praça do Capitólio, que ele reorganizou.

Nos seus últimos anos de vida, os encargos e projectos do artista foram principalmente obras de arquitectura. A partir de 1546, criou as janelas do segundo andar e a grande ante sala do Palazzo Farnese, em Roma.

A partir de 1547, conduziu as obras na basílica de São Pedro; a grande cúpula da basílica é de sua autoria. Entre as esculturas dos seus últimos anos, destaca-se a “Pietà Rondanini”.

Entre 1561 e 1564 construiu, dentro das ruínas das termas de Diocleciano, a grande igreja Santa Maria degli Angeli.

Celebrado como grande personalidade artística de seu tempo, Miguel Ângelo morreu em Roma, a 18 de Fevereiro de 1564, aos 88 anos de idade.

Ainda em vida foi considerado o maior artista de seu tempo; chamavam-no de o Divino, e ao longo dos séculos, até os dias de hoje, vem sendo considerado na mais alta conta, parte do reduzido grupo dos artistas de fama universal, de facto como um dos maiores que já viveram e como o protótipo do génio. Miguel Ângelo foi um dos primeiros artistas ocidentais a ter a sua biografia publicada ainda em vida. A sua fama era tal que, como nenhum artista anterior ou contemporâneo seu, sobrevivem registos numerosos sobre a sua carreira, personalidade, e objectos que ele usara ou simples esboços para as suas obras eram guardados como relíquias por uma legião de admiradores. Para a posteridade Miguel Ângelo permanece como um dos poucos artistas que foram capazes de expressar a experiência do belo, do trágico e do sublime numa dimensão cósmica e universal.

ARTIGO ELABORADO POR PAULO COELHO (“SÁ”)

FONTE:

Enciclopédia Livre,

Diciopédia 09,

Dicionário Enciclopédico