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Ronald Reagan (06-02-1911/05-06-2004)


RONALD REAGAN

Ronald Reagan foi o porta-voz do governo limitado mais eloquente dos nossos tempos. Ao longo de 25 anos de incansavelmente “levantar uma bandeira não de cores pálidas, mas de cores vivas” de princípios políticos, ele obteve sucesso em mudar o clima da opinião nos Estados Unidos e ao redor do mundo.

Desde a sua primeira aparição na cena política nacional dos Estados Unidos em 1964, ele falou em favor dos valores que defendeu no seu discurso de tomada de posse como o 40.º presidente dos Estados Unidos da America. Para muitos o reponsavel maximo por vivermos no mundo livre actual.

Ronald Reagan nasceu, a 06 de Fevereiro de 1911 em Tampico, Illinois. Frequentou o Liceu de Dixon, trabalhou para custear os seus estudos na Eureka College, na qual frequentou os cursos de economia e sociologia,  jogou na equipa de futebol americano da universidade, e também actuou nas peças de teatro da escola.

Após se formar, ele tornou-se locutor desportivo de rádio. Um casting em 1937 lhe valeu um contrato em Hollywood. Ao longo dos 20 anos seguintes ele participou em 53 filmes.

Do seu primeiro casamento com a actriz Jane Wyman, ele teve 2 filhos,  Maureen and Michael Reagan. Maureen morreu de cancro em 2001. Em 1952 ele voltou a casar, desta vez com a também actriz  Nancy Davis, de quem teve outros 2 filhos,  Patricia Ann and Ronald Prescott Reagan.

Como presidente do Sindicato dos Actores, Reagan envolveu-se nas disputas em torno da questão do comunismo na indústria cinematográfica. As suas políticas passaram de liberais a conservadoras, e ele tornou-se  porta-voz do conservadorismo na televisão, foi eleito governador da Califórnia em 1966 com uma margem de um milhão de votos e foi reeleito em 1970.

Reagan conquistou a indicação à presidência pelo Partido Republicano em 1980, e escolheu para seu vice presidente o congressista Texano e embaixador das Nações Unidas George Walker Bush (Sénior). Os eleitores, incomodados com a inflação e com os americanos mantidos há um ano como reféns no Irão, conduziram-no à Casa Branca.

A 20 de Janeiro de 1981 Ronald Reagan Toma posse como o 40.º presidente dos Estados Unidos da América. apenas 69 dias depois ele sofre um atentado contra a sua vida onde felizmente para todos nós… apenas sofre ferimentos dos quais consegue rucuperar rápidamente. A sua força, inteligência e graciosidade com que lidou com este perigoso acidente valeram lhe o seu pique de popularidade.

Lidando habilmente com o Congresso, Reagan conseguiu uma legislação para corte de impostos, estimulou o crescimento econômico, conteve a inflação, aumentou o emprego e fortaleceu a defesa nacional. Mesmo quando o fortalecimento das forças de defesa levaram a um grande défice, ele recusou-se a desviar do curso.

A renovação da autoconfiança nacional em 1984 ajudou o seu governo a conquistar a reeleição. Em 1986, Reagan conseguiu uma reformulação do imposto de renda. No final de seu governo, o país estava desfrutando do período mais longo de prosperidade registrado em tempos de paz.

Na política externa, a gestão de Reagan ficou marcada pelo escândalo “Irão-Contras”. Descobriu-se que funcionários do alto escalão do governo vendiam armas ilegalmente para o Irão e usavam o dinheiro para frinanciar os rebeldes anti-sandinistas da Nicarágua. Investigações apontaram que o general Oliver North estava por trás do esquema, do qual Reagan tinha conhecimento.

Reagan buscou estabilidade internacional por meio do polêmico projeto “paz pela força”. Em encontros com o líder soviético Mikhail Gorbachev, ele negociou um tratado que eliminou os mísseis nucleares de alcance médio. Reagan declarou guerra contra o terrorismo internacional, enviando bombardeiros americanos contra a Líbia, após se confirmar o envolvimento daquele país em um ataque contra soldados americanos num clube nocturno de Berlim Ocidental.

Ao ordenar escoltas navais no Golfo Pérsico, ele manteve o fluxo livre de petróleo durante a guerra Irão-Iraque. Seguindo a Doutrina Reagan, apoiou as revoltas anticomunistas na América Central, na Ásia e na África.

Em geral, os anos Reagan viram a restauração da prosperidade, e da paz mundial. Ele deixou o governo dos Estados Unidos da América no final do seu 2.º mandato presidencial em 1989, retirando-se para o seu rancho na Califórnia.

Em novembro de 1994, Reagan anunciou ao povo americano que sofria da doença de Alzheimer, uma doença progressiva e degenerativa que compromete o cérebro. Depois do anúncio, sua filha mais velha, Maureen Reagan, do seu primeiro casamento com Jane Wyman Reagan, tornou-se porta-voz da Associação de Alzheimer.

Ronald wilson Reagan, morreu a 05 de junho de 2004 na califórnia, o seu corpo encontra-se sepultado na biblioteca presidencial Ronald Reagon na 40 Presidential Drive Simi Valley, CA 93065 California, EUA.

Assim dou por terminado este artigo, uma pequena omenagem da minha minha parte, para com o Homem que permitiu que eu crescesse e vivesse num mundo livre e na sua maior parte em democracia, quando passam exactamente 7 anos do seu desparecimento fisico.

Quem não conhece o famoso discurso  de Ronald Reagan nas portas de Berlim em 1987: General Secretary Gorbachev, if you seek peace, if you seek prosperity for the Soviet Union and eastern Europe, if you seek liberalization, come here to this gate. Mr. Gorbachev, open this gate. Mr. Gorbachev, Mr. Gorbachev, tear down this wall!

Artigo elaboarado por:

Paulo Coelho

Fonte: white House web page

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PRECIOUS Produzido por “Oprah Winfrey”


PRECIOUIS

Precious, filme vencedor do Óscar de melhor actriz secundária para “Mo’niquie,” conta a história de uma adolescente analfabeta, gorda e menos bonita, do Harlem que é maltratada pela mãe, violada pelo pai e está à espera do segundo filho de pai desconhecido, é produzido por Oprah Winfrey, e conta no seu elenco com as presenças de Mariah Carey e de Lenny Kravitz. O filme ganhou, o Festival de Cinema de Toronto, que não tem competição e cujos prémios principais são atribuídos pelo público.

Precious, realizado por Lee Daniels e interpretado pela estreante Gabourey Sidibe, é baseado no livro Push, de Sapphire, e já havia dado que falar no Festival de Sundance, em Janeiro. Daniels disse que fez o filme “para todas as pessoas que se olham no espelho e se sentem inseguras sobre a pessoa que está a olhar para elas”. O realizador não esteve presente em Toronto por se encontrar em viagem na Europa.

No Livro PUSH da autora Saphphire. A história passa-se em harlem, 1987, uma adolescente de 16 anos, iletrada é abusada sexualmente pelo pai e mentalmente e fisicamente pela mãe.

PUSH

A jornada de livro e filme têm muito em comum, na verdade. Ramona Lofton, também conhecida pelo pseudónimo Sapphire , é uma poeta e artista nascida na Califórnia e integrada na cena nova-iorquina desde o final dos anos 1980. “Push” é o seu único livro de ficção, a versão criativa de sua experiência como a tendente  num abrigo para mulheres do Harlem, e foi publicado às custas da própria autora, sem grande repercussão. Foi preciso o endosso de uma poderosa agente literária algum tempo depois, para que ele fosse lançado comercialmente, criando um dos maiores frisons literários de 1996.

A escola é um lugar de caos, e Precious alcançou o nono ano com boas notas e um terrível segredo: ela não sabe ler nem escrever. Precious, Por baixo de sua expressão impassível é uma vigilante, curiosa mulher jovem, com um sentido rudimentar, mas inabalável de que existem outras possibilidades para ela.

Ameaçada de expulsão, a Precious é oferecida a possibilidade de transferência para uma escola alternativa, cada um ensina um /Each One Teach One. Mas Precious não conhece o significado de alternativa, mas o seu instinto diz-lhe que esta é a chance que ela estava espera. No atelier de alfabetização ensinada pela paciente, porém firme Ms. Rain, Precious começa uma jornada que irá levá-la das trevas, dor e impotência à luz, amor e auto-determinação.

MARILYN MONROE


MARILYN MONROE

Marilyn Monroe personificou o glamour hollywoodiano com incomparável brilho e energia que encantaram o mundo. Apesar de sua beleza deslumbrante, as suas curvas e lábios carnudos, Marilyn era mais do que um símbolo sexual na década de 50. A sua aparente vulnerabilidade e inocência, juntamente com a sua inata sensualidade, tornaram-na querida no mundo inteiro. Dominou a Era das grandes estrelas e, sem dúvida, foi a mulher mais famosa do século 20.


Nasceu Norma Jean Mortenson, no dia 1 de Julho de 1926, em Los Angeles, Califórnia, filha de Gladys Baker. Como a identidade de seu pai era desconhecida, foi baptizada como Norma Jean Baker. Gladys, trabalhava nos estúdios RKO como editora de filmes, mas os seus problemas psicológicos impediram-na de permanecer no emprego e foi assim levada para uma instituição mental.


Norma Jean passou grande parte de sua infância em casas de família e orfanatos até que, em 1937, mudou-se para a casa de Grace Mckee Goddard, amiga da família. Infelizmente, em 1942, o marido de Grace foi transferido para a costa Leste, e o casal não tinha condições financeiras para levar Norma Jean, na época com 16 anos. Norma Jean tinha duas opções: voltar para o orfanato ou casar-se.


No dia 19 de Julho de 1942, casou com Jimmy Dougherty de 21 anos, com quem estava a namorar há seis meses: “Ela era uma menina doce, generosa e religiosa”, disse Jimmy, “Ela gostava de ser abraçada”. Norma Jean amava Jimmy e eles estavam muito felizes juntos, até que ele entrou para a marinha e foi transferido para o Pacífico Sul em 1944.


Após a partida de Jimmy, Norma Jean começou a trabalhar na fábrica Radio Plane Munition em Burbank, Califórnia. Alguns meses depois, o fotógrafo Davis Conover viu-a enquanto tirava fotos de mulheres, que estavam a ajudar durante a guerra, para a revista Yank. Ele não acreditou na sua sorte. Ela era um “sonho” para qualquer fotógrafo. Conover utilizou-a para a sua sessão de fotos e começou a enviar-lhe propostas de trabalho como modelo. As lentes adoravam Norma Jean, e em dois anos ela tornou-se uma modelo respeitável e estampou o seu rosto em várias capas de revistas. Começou a estudar o trabalho das lendárias actrizes Jean Harlow e Lana Turner, e inscreveu-se em aulas de teatro, sonhando com o estrelato. Porém, Jimmy retornou em 1946, o que significou que Norma Jean tinha que fazer outra escolha, dessa vez entre seu casamento e sua carreira. Divorciou-se de Jimmy em Junho de 1946, e assinou o seu primeiro contrato com a Twentieth Century Fox, em 26 de Agosto de 1946. Ganhava $125 por semana. Pouco tempo depois, tingiu o seu cabelo de loiro e mudou o seu nome para Marilyn Monroe (Monroe era o sobrenome de sua avó). O resto, como dizem, virou história.

MARILYN MONROE


O primeiro papel de Marilyn num filme foi uma participação, em 1947, em “The Shocking Miss Pilgrim”. Fez pequenas actuações até 1950, quando conseguiu um pequeno, mas influente papel no thriller de Jonh Houston “The Asphalt Jungle – Quando a Cidade dorme”. Ainda naquele ano, a actuação de Marilyn no papel de Claudia Caswell em “All About Eve – Eva” (estrelando Bette Davis) rendeu muitos elogios. A partir daí, participou de filmes como: “Let’s Make It Legal”, “As Young As You Feel”, “Monkey Business”e “Don’t Bother to Knock – “. No entanto, foi a sua performance no filme Niagara em 1953, que a tornou uma estrela. Marilyn fez o papel de Rose Loomis, uma jovem e bela esposa que planeava matar o seu velho e ciumento marido (Joseph Cotten).


O sucesso de Marilyn em Niagara rendeu-lhe os papeis principais em “Gentlemen Prefer Blondes – Os homens preferem as loiras” (com participação de Jane Russell) e “How to Marry a Millionaire – Como conquistar um milionário” (com participação de Lauren Bacall e Betty Grable). A revista Photoplay votou em Marilyn para melhor actriz iniciante de 1953, e aos 27 anos de idade ela era sem dúvida a loira mais amada de Hollywood.


No dia 14 de Janeiro, 1954, Marilyn casou com o jogador de baseball Joe DiMaggio, em São Francisco, Califórnia. Eles namoravam durante dois anos quando Joe pediu ao seu agente que organizasse um encontro para os dois jantarem e pediu-a em casamento. “Eu não sei se já estou apaixonada por ele,” disse Marilyn à imprensa logo no início de seu relacionamento, “mas sei que gosto dele mais do que qualquer homem que já conheci”. Durante a sua lua de mel em Tokyo, Marilyn fez uma performance para os militares que estavam em serviço na Coreia. A sua presença causou quase uma revolução, e Joe estava claramente incomodado com aqueles milhares de homens desejando a sua mulher. Infelizmente a fama de Marilyn e sua figura sexual tornaram-se um problema no seu casamento.

Nove meses depois, no dia 27 de Outubro de 1954, Marilyn e Joe divorciaram-se. Atribuíram a separação a “conflitos entre carreiras”, mas permaneceram bons amigos.


Em 1955, Marilyn estava pronta para livrar-se da imagem de furacão loiro. Isso tinha-lhe proporcionado o estrelato, mas agora que tinha várias oportunidades e experiência, Marilyn queria seguir com seriedade a carreira de actriz. Mudou-se de Hollywood para New York, para estudar na escola de actores de Lee Strasberg. Em 1956, Marilyn abriu a sua própria produtora, “Marilyn Monroe Productions”. A empresa produziu “Bus Stop – Paragem de autocarro” e “The Prince and the Showgirl – O Principe e a Corista” (com participação de Sir Laurence Olivier). Esses dois filmes serviram para Marilyn mostrar o seu talento e versatilidade como actriz. Marilyn foi reconhecida pelo seu trabalho em “Some Like It Hot – Quanto mais quente melhor”, 1959, e ganhou um globo de ouro como “Melhor actriz Comediante”.

No dia 29 de Junho de 1956, Marilyn casou-se com o dramaturgo Arthur Miller. O casal conheceu-se através de Lee Strasberg, e os seus amigos comentavam que ela o deixava de “pernas bambas”. Enquanto eles estavam casados, Arthur escreveu o papel de Roslyn Taber em 1961, em “The Misfits – Os Inadaptados”, especialmente para Marilyn. Estavam também no elenco Clarck Gable e Montgomery Clift. Infelizmente o casamento entre Marilyn e Arthur terminou no dia 20 de Janeiro, 1961 e este foi o último filme por completo em que Marilyn (e Gable) actuou.
Nos globos de ouro de 1962, Marilyn foi nomeada como personalidade feminina favorita de todo cinema mundial, provando mais uma vez que era totalmente adorada.


Lamentavelmente, o pior aconteceu na manhã do dia 5 de Agosto de 1962, aos 36 anos Marilyn faleceu enquanto dormia em sua casa em Brentwood, Califórnia. O mundo estava em choque. O brilho e a beleza de Marilyn faziam parecer impossível que ela tivesse deixado a todos. No dia 8 de Agosto de 1962, o corpo de Marilyn foi velado no Corredpr de Memórias, nº 24, no Westwood Memorial Park em Los Angeles, Califórnia.
Durante a sua carreira, Marilyn actuou em 30 filmes e deixou por terminar “Something’s Got to Give – Alguém tem de ceder”. Ela foi mais do que uma estrela de cinema e rainha do glamour: foi um verdadeiro furacão durante toda sua vida, a popularidade de Marilyn foi muito além de qualquer ícone. Hoje o nome “Marilyn Monroe” é sinónimo de beleza, sensualidade e classe. Ela continua a ser considerada uma inspiração para todos aqueles que lutam pelos seus ideais e superam todos os obstáculos.

ALGUMAS CURIOSIDADES SOBRE A DIVA MAIOR DA 7ª ARTE

Nome:
Norma Jeane Mortenson
Também conhecida como:
Norma Jean Baker
e também,
Marilyn Monroe
Data de Nascimento:

1º de Junho, 1926
Local de Nascimento:
Los Angeles, Califórnia
Data de Morte:
5 de Agosto,1962
Local de Morte:
Brentwood, Califórnia
Túmulo:
Los Angeles Memórial Park, Califórnia

Altura:
1,67m
Peso:
63 kg
Medidas:
93-58-91
(de acordo com o estúdio);
88-58-88
(de acordo com o costureiro)
Cor do cabelo:
Loiro
Cor dos olhos:
Azul
Colégios:
Van Nuys High School;
University High School
Ocupação:
Modelo,
actriz e cantora

MARILYN MONROE


Mãe:
Gladys Baker
Meio irmão:
Hermitt Jack Baker
Meia irmã:
Berniece Miracle
Casamentos:
Jimmy Dougherty
(1942-1946);
Joe DiMaggio (1954);
Arthur Miller (1956-1961)
Enteados: Joe DiMaggio Jr.,
Jane und Robert Miller

Sabia que?

Em 1999,
Marilyn é votada
a mulher mais sensual
do século 20
pela revista Playboy.

Em 1999,
Marilyn é nomeada
a mulher mais sexy
do mundo
pela “People´s Magazine”.

MARILYN MONROE


Em 1º de Junho 1995,
Marilyn é homenageada
num selo comemorativo
de 32¢ que circulou pelos EUA.

Elton John gravou a música
“Candle in the Wind”
em homenagem
a Marilyn Monroe.

Em Dezembro de 1953,
Marilyn é a
“queridinha” do mês
da revista Playboy.

Em Fevereiro de 1953,
Marilyn é nomeada
“Mulher que mais Apareceu
na Media no Mundo”
pelo Advertising Association
of the West.

Ela é coroada Miss Rainha
Alcachofra em 1947.

Em 1946,
ela começa a usar o nome
Marilyn Monroe, mas só o regista
em 23 de Fevereiro de 1956.

Marilyn Monroe casa-se
com Joe DiMaggio
no San Francisco
City Hall.

Marilyn Monroe é nomeada
pela Academy Award britânica
“Melhor Actriz Estrangeira”
no filme O Pecado Mora ao Lado
(Seven Year Itch).

“I’m going to be a great movie star some day.”

The Blind Side “Um Sonho Possível”


THE BLIND SIDE

“The Blind Side”, é um filme que narra a história de Michael Oher, um jovem extremamente pobre que se converte numa estrela da Liga Nacional de Futebol Americano depois de ser adoptado por Sean e Leigh Anne Tuohy, personagem interpretada por Sandra Bullock. O filme é baseado no livro ” The Blind Side: Evolution of a Game ”  de Michael Lewis, e na história verídica de Michael Oher.

“Um Sonho Possível” conta a história de Michael Oher (Quinton Aaron), um jovem negro sem abrigo, vindo de um lar destruído, que é ajudado por uma família branca que acredita no seu potencial.

Michael Oher, um adolescente sem abrigo que sobrevive como pode, é avistado na rua por Leigh Anne Tuohy. Esta, reconhecendo-o como colega de escola da sua filha, insiste para que ele saia do frio, dado que é pleno Inverno e Michael está de calções e t-shirt. Sem hesitar, Leigh convida-o a passar a noite na sua casa.O que começou como um gesto de ternura, tornou-se em algo mais, quando Michael passou a fazer parte da família Tuohy. Vivendo neste novo ambiente, o rapaz encontra desafios completamente diferentes daqueles que tinha.À medida que o tempo foi passando, Michael começou a descobrir o seu potencial (não só como jogador de Futebol Americano), e a sua presença no seio dos Tuohy levou-os a descobrirem um pouco mais sobre eles próprios.Realizador: John Lee Hancock

Intérpretes: Sandra Bullock, Michael Oher, Kathy Bates, Tim McGraw, Quinton Aaron, Jae Head, Lily Collins, Ray McKinnon, Kim Dickens, Andy Stahl

THE BLIND SIDE

A LISTA DE SCHINDLER


A LISTA DE SCHINDLER

Longa-metragem a preto e branco (à excepção de um pormenor e da secção final), realizada por Steven Spielberg em 1993, Schindler’s List centra-se na actuação do industrial Oskar Schindler durante o Holocausto. O filme foca a evolução da personagem principal que, surgindo, no início como um oportunista, sofre uma transformação ao assistir a um ataque nazi ao gueto judeu de Varsóvia e acaba retratado como um herói que salvou centenas de pessoas do extermínio. Ao longo do filme, Schindler perde a sua ambiguidade inicial e assume verdadeiramente uma condição de líder, carismático e benemérito. Para além disso, A Lista de Schindler é a mais notável reconstituição cinematográfica de uma experiência dramática da História recente da Humanidade.

Embora a figura central do filme seja Schindler e uma intenção óbvia da obra seja prestar-lhe homenagem, a realidade documentada é mais vasta: é a própria vivência do Holocausto, tanto da parte das vítimas como da parte dos carrascos. Esta amplitude do filme é, em parte, devida ao excelente trabalho dos actores, com destaque para Ben Kingsley (que representa Yitzhak Stern, o judeu que é o braço-direito de Schindler e aprende a respeitá-lo e a prezá-lo), Ralph Fiennes (que faz de Amon Goeth, o comandante do campo de concentração, caracterizado pela crueldade e pela arbitrariedade dos seus actos) e Embeth Davidtz (Helen Hirsch, a judia por quem o comandante nazi inconfessadamente se apaixona). O papel principal é desempenhado por Liam Neeson que viu a sua carreira ser projectada com este papel, tendo inclusive recebido uma nomeação para o Óscar de Melhor Actor.

A película termina com uma sequência a cores, de poucos minutos, em que se assiste à homenagem sincera de figuras reais – nomeadamente alguns dos sobreviventes do Holocausto retratados na história de Schindler, aos quais se junta o realizador em pessoa – depositando, à maneira judaica, pedras na sepultura do seu benfeitor.

A película foi a grande vencedora da Noite dos Óscares, tendo recebido um total de sete galardões nas categorias de Melhor Filme, Realizador (Spielberg), Argumento Adaptado (Steven Zaillian), Direcção Artística (A. Starski), Fotografia (Janusz Kaminski), Montagem (Michale Kahn) e Banda Sonora (John Williams).

GATO PRETO GATO BRANCO


GATO PRETO GATO BRANCO

Gato Preto, Gato Branco/Chat Noir, Chat Blanc (O título no écran é representado por um desenho com dois gatos)
Realizado por
Emir Kusturica
França/Alemanha, 1998 Cor – 130 min.

Com: Bajram Severdzan, Florijan Ajdini, Salija Ibraimova, Branka Katic, Srdjan Todorovic, Zabit Memedov, Sabri Sulejman, Jasar Destani, Ljubica Adzovic, Miki Manojlovic

Num cenário próximo das margens do Danúbio, Matko Destanov (Severdzan) envolve-se em todas as negociatas que pode, invejando a riqueza do amigo Dadan (Todorovic). Com a ajuda de algumas mentiras, Matko consegue um empréstimo do “padrinho” local, Grga Pitic (Sulejman), um companheiro de outros tempos, e de outros crimes, do seu pai, Zarije (Memedov). Os “avôs” já não se encontram muito bem de saúde, mas mantém o discernimento e o bom humor. Matko convence Dadan a ajudá-lo num roubo, mas as coisas vão correr mal, o que coloca o primeiro numa situação de dívida para com o segundo. Dadan aproveita o crédito para negociar o casamento da sua irmã, Afrodita (Ibraimova), com o filho de Matko, Zare (Ajdjni). Zare, claro, não está nada interessado, não só porque não gosta da noiva imposta – conhecida por “anã” e “joaninha” -, mas porque está apaixonado por Ida (Katic), que trabalha num bar das redondezas.

Emir Kusturica volta a pegar em personagens ciganos, neste filme vencedor do prémio para a melhor realização no Festival de Veneza, depois de anteriormente ter manifestado a sua intenção de abandonar o cinema, face a acusações de que «Underground» (1995) fazia a apologia dos Sérvios, no seio do conflito entre as diversas etnias da ex-Jugoslávia. Isso não impediu que o anterior filme fosse venerado pela crítica, multi-premiado pelos mais importantes festivais de cinema, com o óbvio destaque para a Palma de Ouro em Cannes, nem que viesse a constituir um relativo sucesso de público – tanto quanto uma comédia falada em Servo-Croata, embebida em parábolas políticas, poderia almejar, num cenário dominado por um produto anglo-saxónico de fácil digestão.

«Gato Preto, Gato Branco» partiu do desejo, de Kusturica, de filmar um documentário sobre a banda que animava os personagens de «Underground». Não é propriamente isso que temos agora a oportunidade de ver, mas a vitalidade e o ritmo da banda sonora dessa obra continuam presentes (infelizmente é uma questão de sorte vê-lo numa sala que se lembre de ligar o som digital, o que poderia abafar um pouco mais o barulho do metropolitano a passar sob os pés da audiência), e acompanham da melhor forma o desvario circense de uma comédia etnográfica desenfreada.

Imagens verdadeiramente surreais, como músicos pendurados em árvores, cadáveres escondidos e conservados em blocos de gelo, animais a digerir calmamente símbolos da civilização humana ou troncos de árvore a atravessar a estrada, enquadradas pela câmara de Tierry Arbogast, cinematógrafo de eleição de Luc Besson; comportamentos obsessivos, como a ingestão de sumo de laranja, querer casar uma irmã à força para satisfazer os desejos de um progenitor falecido ou ver continuamente o final de «Casablanca», em casa, em viagem ou num hospital: são alguns dos ingredientes com que Kusturica cozinhou o seu «Gato», sem as preocupações “sérias” patentes no filme anterior, antes caminhando na direcção de uma comédia pura e directa. Adiciona-se ainda um tom de conto tradicional, com um caminhar para a “moral” de uma parábola saída de tais páginas, elementos patentes, por exemplo, nos personagens da “anã” e do “gigante”. (Em relação à Joaninha, é compreensível que o tradutor tenha usado o termo da v. francesa – “coccinelle” – e não o da v. inglesa, a que normalmente se utiliza para traduzir para português filmes provenientes de países de Leste, – “ladybird” – porque qualquer termo em português derivado de “pássaro”, no feminino, induziria um humor não considerado pelo guião.)

Claro que existem ligações com «Underground», mas tal sucede, de modo geral, indirectamente. Há, por exemplo, a presença breve de Miki Manojlovic (Marko), o qual usava um gato de forma pouco convencional, cena essa que tem um paralelo aqui, mas com outro animal e com outro personagem (quem não viu nenhum dos filmes, deverá fazê-lo antes de dar largas à imaginação). Os animais, aliás, são elementos importantes, de um ou de outro modo, em ambos os filmes. Um macaco era uma presença frequente no anterior; gatos são testemunhas (e, em determinados momentos, muito literalmente) deste. A água é também um elemento que se repete, com todas as suas potencialidades enquanto símbolo, nas quais, por demasiado fascinantes e com propensão a impelir demasiado desenvolvimento textual, não nos iremos imergir.

Aqueles que gostaram de «Underground» dificilmente não gostarão de «Gato Preto, Gato Branco», mas, de igual modo, não deixam de ser potenciais apreciadores aqueles que desistiram desse filme, devido talvez ao elevado conteúdo de metáforas relacionadas com a cultura e história recente de um país distante(?) ou à longa duração do filme, porque esta obra pretende ser uma comédia e nada mais.

Emir Kusturica


EMIR KUSTURICA

Realizador, argumentista e produtor, Emir Kusturica nasceu a 24 de Novembro de 1954, em Sarajevo, na Bósnia-Herzegovina. O seu primeiro trabalho como realizador foi em 1978, com os filmes Nevjeste dolaze e Guernica, a que se seguiram os filmes Bife Titanik (1979), para TV, Sjecas li se, Dolly Bell (Lembras-te de Dolly Bell, 1981) – Leão de Ouro de Veneza pelo melhor primeiro trabalho que Kusturica, então no exército, foi receber a Veneza com uma licença especial de 24 horas para sair da Jugoslávia – e Otac na sluzbenom putu (Papá Está em Viagem de Negócios, 1985). Mas o seu talento só ultrapassou as fronteiras com Dom za vesanje (Tempo dos Ciganos, 1989), com o qual recebeu o Prémio do Melhor Realizador em Cannes e que lhe valeu a sua experiência além fronteiras com Arizona Dream (1993), Urso de Prata de Berlim. Os filmes Underground (1995) – Palma de Ouro de Cannes – e Crna macka, beli macor (Gato Preto, Gato Branco, 1998) possibilitaram a consolidação do seu talento e a reafirmação de uma linguagem muito pessoal e original. Gato Preto, Gato Branco foi premiado com três prémios no Festival de Veneza (Lanterna Mágica, Pequeno Leão de Ouro e Leão de Prata), em 1998. Em 2004, voltou ao grande ecrã com Zivot je cudo (A Vida é um Milagre), uma história de amor e de guerra passada na Bósnia, no início dos anos 90.
Kusta, como é conhecido entre os amigos, toca guitarra baixo num grupo rock de Sarajevo, “Zabranjeno Pusenje”, também conhecido por “The No Smoking Orchestra”, desde 1986, data em que se mudaram para Belgrado, tendo já realizado uma pequena digressão por Portugal. Fez também um documentário, Super 8 Stories (2001), baseado neste grupo rock. Como actor, Kusturica participou tanto em filmes próprios, o traficante de armas de Underground e o baixo de Super 8 Stories, como em filmes alheios, La Veuve de Saint Pierre (2000) – nomeado para o César do Melhor Actor Secundário – e Hermano (2001). Homem polémico, em 1993, desafiou para um duelo o líder do Movimento Ultra-nacionalista Sérvio, Vojislav Seselj, que, na sua opinião, se deveria realizar no centro de Belgrado com qualquer arma escolhida pelo seu adversário. Vojislav Seselj recusou com o argumento de que não queria vir a ser acusado do assassínio de um artista. Em 1995, Kusturica agrediu, durante o Festival de Cinema Internacional de Belgrado (FEST), o líder do Novo Movimento de Direita da Sérvia, Nebojsa Pajkic.