Sonho europeu enterrado em Anfield Road


O Benfica bebeu do veneno que tantas vezes deu a provar aos seus rivais esta época e disse ontem á noite adeus à Liga Europa, em Liverpool.

Depois de, no primeiro jogo, conseguir virar o resultado a seu favor para 2-1, uma vez que o Liverpool marcou primeiro, a formação encarnada sofreu na cidade dos Beatles a primeira goleada da época, por 4-1, e ficou pelo caminho com a sensação de que poderia ter ido mais longe.

Preocupado com o cansaço físico da sua equipa, mas também com a altura dos ingleses, Jesus fez três alterações no sector defensivo que habitualmente jogava na Europa, e o resultado ficou aquém do que certamente esperava.

Titular na lateral direita, em detrimento de Maxi Pereira, Rúben Amorim não emprestou a profundidade ao alcance do uruguaio; substituto de Fábio Coentrão, Sidnei jogou no meio e não teve pernas para as correrias loucas de Fernando Torres; desviado para a esquerda, David Luiz fez um dos jogos mais infelizes da época e acabou por estar ligado ao golo que tudo sentenciou.

‘Cheirou’ a Bayern

Em vantagem na eliminatória, o Benfica entrou em campo a dominar as operações, mas sem conseguir ganhar espaço perto da baliza de Reina. Mas a primeira vez que o Liverpool criou perigo resultou em golo: Gerrard cobrou um canto da esquerda e Kuyt correspondeu de cabeça, batendo um passivo Júlio César, na pequena área.

Na verdade, embora legal, o lance chegou a ser invalidado pelo árbitro auxiliar, mas o juíz holandês Bjorn Kuipers rectificou a decisão. 1-0.

O segundo golo chegou pouco depois: novamente Gerrard a lançar um colega para a pista do golo – Lucas, no caso – e a bola acabaria nas redes. O brasileiro iludiu a “mancha” de Júlio César e não perdoou.

Chegou o intervalo com o Benfica a precisar de marcar para igualar a contenda, mas foi Torres, num contra-ataque de livro, que fez o terceiro a passe de Kuyt. A qualificação parecia certa. Anfield Road festejava.

Apareceu depois Cardozo aos 68 minutos, à bomba, de pontapé-livre, e as meias-finais ficaram à distância de um golo que o próprio paraguaio esteve perto de conseguir, novamente de livre.

Com algum tempo ainda por jogar, abria-se no horizonte do Benfica a hipótese de imitar o que o Bayern fizera em Manchester, na véspera, recuperando de uma desvantagem de três golos para, com dois devolvidos aos red devils, seguir em prova na Champions fruto do 2-1 em Munique.

Mas seria novamente o talentoso Torres, quando o Benfica arriscava tudo para conseguir o segundo golo – David Luiz levou essa ideia demasiado à letra -, a conseguir o quarto golo, e sentenciou a discussão pelo acesso às meias finais.

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