A Lenda do Monstro do Loch Ness


lochness Monster

Loch Ness é o lago mais profundo da Escócia: 226 metros, em média, da superfície até o fundo. Diz a lenda que em 565 d.C., Santo Columba avistou o monstro pela primeira vez e, na ocasião, salvou um homem das garras da criatura, invocando o poder de Deus.

Poucos seres misteriosos atraem tanto a atenção e despertam a imaginação das pessoas, em todo o mundo, quanto o escocês monstro de Loch Ness – ou, Nessie. Gerações já fizeram vigília às margens do lago na esperança de ver e registar algum sinal da criatura. Apesar dos empenhados esforços, fotografias desfocadas e confusas leituras de sonar são tudo o que a pesquisa sobre o monstro rendeu até hoje. A lenda, porém, continua viva. Por muitos anos, curiosos e especialistas têm especulado o que pode ter dado origem ao mito de Loch Ness. Explicações variadas são propostas: um monstro genuíno e centenário, senão milenar ou, segundo uma teoria ousada, visões de eventos passados retidos na “memória da água”.

Nessie é descrito como um semelhante do Plessiossauro, um réptil mezozóico, contemporâneo dos dinossauros do começo do período Jurássico até o fim do Cretáceo. Um Plessiossauro poderia chegar a 25 metros de altura e 150 toneladas de peso. Fósseis de Plessiossauro foram encontrados no Reino Unido. Fotos pouco nítidas de Loch Ness mostram uma silhueta de grandes dimensões com um longo pescoço. Mas se este ser existe e está lá, não se sabe como poderia ter escapado dos meios disponíveis de rastreamento.

O principal argumento contra a hipótese do sáurio é que, se assim fosse, não poderia existir somente um Nessie; mas vários, mantendo uma colónia ao longo das eras. Uma comunidade como essa jamais poderia passar desapercebida ou deixar qualquer dúvida sobre sua existência num habitat como o lago, com uma área de 56,4 km² e profundidade de 250 metros, segundo medições efectuadas em 1992.

Por outro lado, existem mais de 3 mil registos de avistamentos de um animal não identificado no local. O relato mais antigo é a história de Santo Columbia (ou Colomba/521-597), que teria salvo um banhista das garras do monstro invocando o nome de Deus. Mito ou não, o facto é que diante de tantos testemunhos não se pode simplesmente descartar a possibilidade de existência de um mistério nas águas do lago Ness.

Ted Holiday, escritor e caçador de monstros que passou três anos investigando o monstro de Loch Ness no início do anos de 1960, elaborou algumas teorias alternativas para entender o fenómeno Nessie. Levantou a hipótese da criatura do lago ser um Tullimonstrum gregarium, conhecido como Tully Monster, cujo fóssil foi descoberto em 1958, em Ilinóis, Estados Unidos.

Holiday também foi um dos primeiros a admitir que Nessie pudesse ser uma criatura sobrenatural. O monstro poderia ser um tipo de “aparição demoníaca”, resultado da prática de “artes negras” ou, magia negra. Testemunhas que viram Nessie e outros monstros relatam uma sensação de horror diante do que viram.

A teoria do sobrenatural é reforçada pela histórica temporada em que o místico Aleister Crowley passou na mansão de Boleskine, localizada na margem sudeste do Lago Ness. Crowley, notório praticante de magia negra, morou no local entre 1899 e 1913 e ali realizou actividades ocultistas como evocação de seres interdimensionais. Entretanto, o facto é que a primeira aparição “oficial” de Nessie aconteceu em 22 de Julho de 1933, quando Crowley já tinha deixado o lugar.

O monstro de Loch Ness, a que os Escoceses chamam, carinhosamente, Nessie, é uma criatura mítica, que se pressupõe que viva no Lago Ness, um lago grande e profundo que fica perto de Inverness, na Escócia, e que constitui a maior extensão de água doce da Grã-Bretanha. Os relatos das observações do monstro são muito antigos, dado que São Columba, o monge irlandês que converteu a Escócia ao Cristianismo, no século VI, terá também convertido Nessie, que, na altura, era um monstro assassino. O biógrafo do monge irlandês, Santo Adamnan, escreveu, um século mais tarde, que um discípulo de São Columba nadava no lago quando foi surpreendido pelo monstro que emergiu, repentinamente, de boca aberta e com um grande rugido, o que deixou os observadores petrificados de terror.

Mas São Columba não se deixou intimidar e repeliu o monstro, com o sinal da cruz, invocando Deus e ordenando ao monstro que não tocasse no seu discípulo e que desaparecesse imediatamente.

A partir de então, Nessie nunca mais molestou ninguém. Note-se que Adamnan não deixou qualquer descrição do monstro.


A mais moderna das lendas de Nessie surge em 1933, quando o médico londrino Robert Kenneth Wilson, que passava férias no local, tirou as primeiras fotos a uma distância de 200 ou 300 metros de um estranho animal, tipo plesiossauro, com um corpo espesso e um longo pescoço que saía das águas.

Monstro do Lago Ness "foto de 1933"

Antes das fotografias, que ficaram famosas, o monstro era apenas uma lenda local e antiga sobre uma serpente marinha. Desde então, cresceu uma indústria turística, à volta do lago e de Nessie, que inclui visitas submarinas e um centro turístico multimédia.

Embora a maior parte dos cientistas pense que a existência de um monstro é pouco provável, existem muitas alegadas fotos e testemunhos da existência da Nessie, que foram dadas como falsas, ou intencionalmente “fabricadas”. Dado que o monstro não poderá ter durado 1500 anos, pressupõe-se que terá existido mais do que um monstro, que tanto pode ser um peixe do tipo enguia gigante, ou um mamífero, como uma foca, ou uma baleia gigante, como ainda um plesiossauro, espécie de réptil extinto há 70 milhões de anos, ou ainda ter outra forma.


Em 1951, Lachlan Stuart, um guarda-florestal que vivia junto ao lago, observou uma agitação nas águas e viu surgir três bossas de uma massa que se dirigia à praia, em linha recta. Correu a buscar a máquina fotográfica a casa e conseguiu tirar uma fotografia que ficou famosa.


Em 1961, foi criada a Secretaria de Investigação dos Fenómenos de Loch Ness e, em 1969, o submersível Pishes, equipado com uma câmara de filmar, não conseguiu avistar Nessie, mas descobriu uma grande caverna submarina e algumas partes do lago muito profundas.


O mistério do monstro de Loch Ness, que continua vivo e insolúvel, é uma lenda que alimenta uma indústria turística que envolve valores muito elevados.

Jocosamente, os habitantes da região afirmam que Nessie existe, mas só surge depois do “terceiro whisky”…


Parece que todos os grandes lagos têm um monstro residente e todos os monstros são longevos – sua vida atravessa os séculos – e muito sagazes, o suficiente para escapar da vigílias e tocaias que intentam a sua captura. Essa “intangibilidade” prática dos monstros faz pensar que as criaturas não são entidades físicas, de carne e sangue. Os pesquisadores Tim Dinsdale e Jon-Erik Beckjord acreditam que Nessie é um fenómeno paranormal.

As imagens seriam produzidas por energia psíquica produzida sob certas condições mentais que favoreceriam a construção mental da entidade. A recorrência dessas visões nos grandes lagos poderia ser explicada por receptividade ou condutibilidade natural da água em relação a este tipo de energia; energia de pensamento capaz de modelar a matéria líquida. Isso justificaria as numerosas aparições em lagos.

Reflexos do Passado

Uma outra teoria que também utiliza o conceito de que energia psíquica é constituinte de “formas-pensamento” baseia-se na memória da água – e não mais na modelagem da água como projecção de uma ideia colectiva subconsciente. A teoria da memória da água supõe que o meio líquido pode reter, por milénios, registos dos acontecimentos passados nos lagos, nos rios, nos mares. Os plessiossauros vistos no lago escocês, que não existem mais objectivamente, teriam deixado as imagens de suas existências passadas gravadas no local onde habitaram por tanto tempo: a água do Ness.

A física tradicional não admite a ideia de que a água possa ter memória porque, em nível molecular, a água [em estado líquido] não é uma substância capaz de formar estruturas de longa duração. Poderiam emergir formações temporárias, mas durariam somente uma fracção de segundo. Entretanto, um grande número de cientistas questionam esse paradigma.

Os homeopatas, por exemplo, defendem que a água possui memória e, particularmente, os padrões de composição dos átomos de hidrogénio persistem mesmo depois de sucessivos processos de diluição.

O cientista químico suíço Louis Rey pesquisa o potencial de memória da água em relação a objetos nela [na água] imersos. Seus experimentos produziram resultados inesperados. Rey usou uma técnica chamada termoluminescence (termo-luminescência), que envolve o resfriamento de uma amostra impregnada de material radioactivo. Quando a amostra é aquecida a água energia concentrada [a radiação] é libertada em  de um padrão luminoso com o reflexo da estrutura atómica original.

Acredita-se que um processo similar pode ocorrer com a água de lagos.É perfeitamente possível que as correntes subaquáticas movimentem água super fria, das profundezas de um lago para a superfície, mais aquecida. O choque produziria a forma correspondente a uma “memória” que estava “guardada” em certa massa de água fria.

Rey não está sozinho nas suas especulações. O cientista russo Stanislav Zenin também estuda a memória da água. O Seu estudo é centrado nos cristais, aglomerados moleculares que são compostos dotados de uma estabilidade que pode durar horas e capazes de adoptar propriedades de qualquer substância adicionada à água que os contém [que contém os cristais] na razão de UMA molécula POR aglomerado [cristal].

A elaboração dos medicamentos homeopáticos é fundamentada nesta propriedade. Zenin monitorizou a actividade de “curadores” [paranormais] que conseguem modificar as propriedades da água que utilizam como “remédio”. O cientista concluiu que a água interage com o pensamento e definiu ÁGUA como uma substancia em estado fase-informativo, favorável ao armazenamento de informação: “A água é um tanque biológico de informação” – comenta Zenin,que identifica, ainda, dois tipos de memória, de longo prazo e de curto prazo.

A memória de curta duração modifica a estrutura da água por momentos breves, devido a influência electromagnéticas mentais passageiras. A memória de longa duração é consolidada pela recorrência de uma ideia, pelos pensamentos recorrentes por longo tempo – “influências prolongadas de uma informação”. Essa “impressão do pensamento” na água não depende de um esforço consciente. Os monstros do lago seriam, então, o resultado de antigas e persistentes memórias de vivências de criaturas extintas e de pessoas que ficaram retidas na água e que ali revivem, como uma forma-imagem durante breves períodos de tempo.

  1. Eu venho lendo essa lenda a quase 2 anos, e acredito nela.esta pagina que acabei de ler é inedita pra mim
    mais não consigo acreditar como crowlin pode invocar esta criatura com magia negra.
    Ja vi muitos videos de loch ness algumms dele não feito por computador mim fez acreditar na lenda.
    eu ainda continuo lendo esta lenda para ver se consigo descubrir a existencia certeza desse pleciossauro. a lenda e maginífica para mim e estou sempre acompanhando.

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