Outra vez Luisão a deixar o título mais perto


LUISÃO

Benfica derrota Sp. Braga por 1-0 e, a seis jornadas do fim da Liga, está mais perto de ser campeão.

Numa certa tarde, no Estádio da Luz, Luisão subia com Ricardo, então guarda-redes do Sporting, para responder a um livre de Petit. Até hoje, os adeptos de Benfica e Sporting discutem se foi ou não falta, mas a verdade é que foi golo e foi um golo que deu um título. Isto foi em 2005. Em 2010, o central brasileiro, no mesmo estádio, mas numa baliza diferente, marcou aquele que deu o triunfo aos “encarnados”, por 1-0, sobre o Sporting de Braga e que poderá bem ter dado novo título ao Benfica.

Por muito que ambos os treinadores dissessem que este não era o jogo do título, ambos sabem fazer contas e ambos sabiam que uma vitória do Benfica, apesar do calendário complicado que ainda tem, com jogos com FC Porto e Sporting, tinha quase tudo para chegar ao fim em primeiro. Seis pontos de diferença num campeonato em que as distâncias têm sido tão curtas entre as duas equipas são pouco menos que irrecuperáveis. Qualquer outro resultado mantinha a emoção até ao fim.

Ao contrário do que acontecera no jogo em que se quebrou a invulnerabilidade frente aos “grandes”, a tal derrota por 5-1 com o FC Porto, o Sp. Braga apresentou-se na Luz como uma equipa de expectativa, com a perfeita consciência que o adversário o superava em dinâmica e valores individuais. Sem apostar demasiado no ataque, a formação minhota, que equipou de preto, preferiu dar a iniciativa aos “encarnados” e concentrar-se em não deixar mexer muito as maiores fontes de perigo, essencialmente Di María, Saviola, Cardozo e Ramires.

O Benfica agradeceu o domínio oferecido e posicionou-se com a atitude de quem queria resolver cedo o jogo, quase sempre no meio-campo do Sp. Braga, com a defesa bem adiantada e o meio-campo bem próximo do ataque, onde estava Saviola, que Jorge Jesus procurou esconder o mais possível até à hora do jogo.

A primeira meia-hora foi de Di María, que fez o que quis de Filipe Oliveira e de Evaldo, consoante o flanco em que estava. Ainda se perde muito em queixas e simulações de falta, mas o extremo argentino é um talento que desequilibra e não pode ser deixado sozinho.

Um raro erro defensivo dos homens de Domingos Paciência quase deu o primeiro golo do jogo, aos 24’. Filipe Oliveira tentou meter a bola em Eduardo, mas antes que esta lá chegasse foi interceptada por Saviola. Parecia até demasiado fácil para o argentino, mas a verdade é que quem brilhou desta vez foi o guarda-redes internacional português, que aproveitou uma atrapalhação do avançado para desviar com as mãos a bola dos pés do avançado do Benfica.

As iniciativas ofensivas do Sp. Braga eram esporádicas e limitavam-se a aproveitar o bom sentido posicional de Rentería e os livres de Hugo Viana, mas nada que criasse grandes trabalhos a Quim. Por isso, cheirou sempre mais a golo na baliza contrária. Um golo que surgiu na sequência de um canto, após a bola ter chegado à área e sobrado para o defesa brasileiro, que só teve de a empurrar para a baliza.

O intervalo aconteceu logo a seguir e o que se seguiu foi digno de circo. Provocações entre os respectivos bancos, que meteu treinadores e outros elementos. Ninguém ficou sentado e os braços e as bocas mexeram-se muito. E quando era preciso regressar aos balneários, ninguém quis ser o primeiro entrar no túnel de acesso aos mesmos. Ficaram alguns minutos a olhar uns para os outros e, depois, os jogadores benfiquistas, contrariando o que ultimamente costumam fazer, lá se decidiram a entrar primeiro.

Depois do circo, voltou o futebol. O Benfica continuou como tinha começado, mais e melhor em tudo. O Sp. Braga acusava o golo, parecia não reagir e tudo parecia correr pelo pior quando o influente Mossoró sai lesionado aos 52’. Mas a entrada de Luís Aguiar, primeiro, e de Rafael Bastos e Matheus, depois, foram o que os minhotos precisavam para reentrar na luta pelo resultado.

Enquanto Cardozo ia falhando em frente a Eduardo várias bolas de golo, o Sp. Braga aproximou-se com perigo da baliza de Quim. Depois de um primeiro ameaço aos 60’, em que Matheus não conseguiu dominar na área um passe magistral de Aguiar, foi Moisés, aos 68’, quem aproveitou uma saída em falso do guardião benfiquista para cabecear com perigo, de novo com um livre perfeito de Aguiar. O jogo subia de intensidade, mas o Benfica, com a calma de um campeão quase anunciado, manteve o Sp. Braga – desde este sábado um quase ex-quase candidato – à distância.

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