Passos Coelho e o dilema das eleições antecipadas


No rescaldo da noite de eleições para a liderança do PSD, o politólogo Diogo Moreira admite que, se as próximas sondagens favorecerem o novo líder social-democrata Pedro Passos Coelho, o partido poderá pressioná-lo para provocar eleições antecipadas e assim regressar ao poder.

já falta menos de um mês para o Presidente da República, Cavaco Silva, poder fazer uso do seu poder para dissolver o Parlamento, forçando a convocação de eleições antecipadas.

E com a possibilidade em aberto até Setembro (data em que se inicia a contagem para as eleições presidenciais), o PSD quer preparar-se para qualquer cenário – agora com novo líder.

A força das sondagens

Para o politólogo Diogo Moreira, o futuro de Pedro Passos Coelho poderá ser condicionado pelo próprio rumo das sondagens: ‘se as sondagens favorecerem Passos Coelho, começará a haver uma pressão interna para provocar eleições antecipadas’.

E a proposta de uma moção de censura ao Governo pode mesmo ‘ser acelerada’, não só se os números revelarem uma vantagem dos social-democratas, como também se, por exemplo, a Comissão de Inquérito ao negócio PT/TVI conseguir provar que o primeiro-ministro mentiu ao Parlamento, quando assegurou que não tinha conhecimento do negócio.

Perguntamos ao politólogo: ‘mas há motivos para o Governo socialista recear Passos Coelho?’. ‘Uma ameaça para José Sócrates, ele [Pedro Passos Coelho] será sempre’, responde Diogo Moreira.

Enterrar machados de guerra

Longe vão os tempos em que, sendo Pedro Passos Coelho líder da Juventude Social-Democrata e Cavaco Silva primeiro-ministro, os dois se envolveram em confrontos de ideias que embaraçaram o partido.

Mas hoje, com Cavaco Silva em Belém e Passos Coelho a liderar o maior partido da oposição, Diogo Moreira assegura que ambos ‘estão obrigados a entender-se’.

‘Passos Coelho não seria a pessoa que Cavaco Silva mais gostaria de ver à frente do PSD’, assegura o politólogo. Contudo, a menos de um ano de eleições presidenciais, Passos Coelho apoiará inequivocamente Cavaco Silva caso este deseje formalizar a sua (provável) recandidatura à Presidência da República.

Os dias que se seguem

Tal como Passos Coelho assegurava no discurso de vitória ontem à noite, o PSD vai agora empenhar-se na preparação do próximo congresso social-democrata, agendado para os dias 10 e 11 de Abril em Cascais.

Nessa altura, serão eleitos os novos órgãos nacionais do partido, que acompanharão o novo líder na direcção dos social-democratas.

Para Diogo Moreira, esse momento será decisivo para Pedro Passos Coelho mostrar ‘que controla o partido’, que o partido está unido em seu redor. Mas, para o politólogo, o derradeiro teste à união do partido serão, uma vez mais, as sondagens.

‘O que traz a pacificação aos partidos políticos? A perspectiva de poder. Se as sondagens mostrarem que o PSD poderá voltar facilmente ao Governo e que Pedro Passos Coelho será o próximo primeiro-ministro, o Partido irá acalmar-se. Mas se isso não acontecer, a situação do PSD pode voltar a agudizar-se, no que toca aos conflitos internos’, entende Diogo Moreira.

    • Cubanita
    • 11 de Abril, 2010

    por amor de Deus igora o meu comentário… é que eu nem tinha reparado bem nos temas que tens apresentados….
    simplesmente abri e procurei onde comentar….
    quem não sabe, nais vale tar quieto….
    meti agua!!

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