Ernesto “Che” Guevara


EL Comandante

Revolucionário e comunista ortodoxo de origem argentina, Ernesto Rafael Guevara de la Serna, mais conhecido por “Che” (irmão, em língua guarani) Guevara, nasceu a 14 de Junho de 1928, em Rosario, e morreu, assassinado, a 8 de Outubro de 1967, em La Higuera, na Bolívia.
Leitor convicto desde muito jovem (de Marx e Engels, por exemplo), gostava também de viajar, recorrendo sobretudo à bicicleta ou à motocicleta – à qual ele e o seu amigo Alberto Granado chamavam “La Poderosa” – e a trabalhos temporários que lhe permitiam pagar as despesas. Terão sido as numerosas viagens que realizou que o despertaram para a exploração e a miséria vividas pelo povo.

Depois de concluir o curso de Medicina da Universidade de Buenos Aires (1947/1953), veio a conhecer, quando se dirigia para a Venezuela para trabalhar com leprosos, Ricardo Rojo, um advogado argentino manifestamente contra o peronismo e refugiado na Bolívia. Convencido por este e também pelo seu próprio espírito revolucionário, Ernesto Guevara acabou por alterar os seus planos, optando por viajar para a Guatemala, país onde verdadeiramente iniciou a sua carreira como político. Um ano mais tarde, obrigado a sair do país na sequência de um golpe militar dirigido por Carlos Castillo Armas, viajou para o México onde conheceu Fidel Castro, na altura um refugiado cubano. Com este, veio, em 1956, a formar uma guerrilha cujo principal objectivo era o derrube do regime de Fulgencio Batista. Quando a Revolução Cubana triunfou (1956-1959), Fidel Castro tornou-se um cidadão cubano, assumiu o comando das Forças Armadas e ocupou o lugar de primeiro-ministro, chefe do Governo e secretário-geral do Partido Comunista de Cuba, atribuindo a “Che” Guevara cargos importantes como a presidência do Banco Nacional e posteriormente a do Ministério da Indústria (1961-1965). Como representante do governo cubano, viajou por diferentes países subdesenvolvidos, confirmando a sua suspeita de que todos estes padeciam do mesmo mal: fome e miséria devido à exploração encetada pelas grandes potências, sobretudo pelos Estados Unidos da América. Em 1965, retirou-se do país para organizar uma guerrilha na América Latina. Viajou pelo Congo Belga, onde lutou até meados de 1966, e, ainda nesse ano, partiu para a Bolívia para chefiar um grupo guerrilheiro na região de Santa Cruz de la Sierra. Após onze meses de lutas incessantes, o grupo foi dizimado por uma tropa de elite do exército boliviano, supostamente treinada pelos EUA, e Guevara preso e abandonado pelos seus captores numa escola rural de La Higuera, apesar de gravemente ferido. Vinte e quatro horas depois, “Che” Guevara acabaria por ser executado com vários tiros, a mando do presidente boliviano René Barrientos. Depois de lhe terem amputado as mãos para reconhecimento das impressões digitais, foi enterrado num terreno baldio, perto do aeroporto de Vallegrande, onde permaneceu anonimamente durante cerca de 30 anos. Quando encontrados, após informações fornecidas pelo general Mário Vargas Salinas, os seus restos mortais foram trasladados para Cuba, com honras de Estado.

    • Fabiana
    • 22 de Março, 2010

    Ha grande Sá… assim ta bem!!!

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