PIETÀ


A Pieta (em português Piedade) de Michael Angelus é talvez a Pietá mais conhecida e uma das mais famosas esculturas feitas pelo artista. Representa Jesus morto nos braços da Virgem Maria.

A 21 de Setembro de 1498 o cardeal Francês Jean Bilhères de Lagraulas encomendou a Miguel Ângelo uma imagem da Virgem para a Capela dos Reis de França, para a antiga basílica de São Pedro.

Aliando capacidades criadoras geniais a uma técnica perfeita, o artista toscano criou então a sua mais acabada e famosa obra de escultura: a Pietá. O tema vem da Europa do Norte, a dor de Maria sobre o corpo morto do filho, mas Miguel Ângelo abandonou o realismo cruel típico do género em favor de uma visão idealizada.

A Pietá foi a sua primeira grande obra escultórica. Trata-se de um trabalho de admirável perfeição, organizado segundo um esquema em forma de pirâmide, um formato muito utilizado pelos pintores e escultores renascentistas.

Nesta obra delicada o artista encontrou a solução ideal para um problema que preocupava os escultores do Primeiro Renascimento: a colocação do Corpo de Jesus Cristo morto no regaço de Maria. Para isso alterou deliberadamente as proporções: o Cristo é menor que a Virgem, que é para dar a impressão de não esmagar a Mãe e mostrar que é seu Filho, para não “sair” do esquema triangular. A Virgem Maria foi representada muito jovem e com uma nobre resignação: a expressão dolorosa do rosto é idealizada, contrastando com a angústia que tradicionalmente os artistas lhe imprimiam. Torna-se assim evidente a influência do “pathos” dos clássicos gregos. E o autor imaginou a juventude de Maria, objecções que erguem contra ele os seus críticos, como a sua expressão de pureza incorruptível.

O requinte e o cuidado da modelação e o tratamento da superfície do mármore, polido como marfim, deram-lhe a reputação de uma das mais belas esculturas de todos os tempos. Importante como o autor conseguiu harmonizar a figura horizontal do Cristo, estendido sobre os joelhos da mãe, como que inserido entre suas amplas vestes, com a figura « vertical» de Maria.

Miguel Ângelo tinha 23 anos. Em função da pouca idade, muitos não acreditaram que fosse o autor. A fita que atravessa o peito da Virgem Maria traz a assinatura do autor, a única que se conhece: MICHAEL ANGELUS. BONAROTUS. FLORENT. FACIEBA (T), ou seja, «Miguel Ângelo Buonarroti de Florença fez.» (“Em Latim”)

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