DIEGO VELÁSQUEZ – OBRAS


AS MENINAS

Nomeada originalmente como A Família, a tela foi salva de um incêndio que atingiu o Palacio Real de Madrid em 1750, passando ao Museu do Prado em 1819 e recebendo, posteriormente, o título de Las Meninas. Embora “menina” seja uma palavra da língua portuguesa, era usada na corte espanhola com o sentido de “dama de companhia”.
É uma das obras pictóricas mais analisadas e comentadas no mundo da arte. Como tema central amostra a infanta Margarida de Áustria, apesar que a pintura apresenta outras personagens, incluída o próprio Velázquez.
O artista resolveu com grande habilidade os problemas de composição do espaço, a perspectiva e a luz, graças ao domínio que tinha do tratamento das cores e tons junto com a grande facilidade para caracterizar as personagens.
Um espelho colocado na parte do fundo da pintura reflete as imagens do rei Filipe IV da Espanha e a sua esposa Mariana de Áustria, segundo uns historiadores, entrando na sessão de pintura, e segundo outros, posando para ser retratados por Velázquez; neste caso seria a infanta Margarida e os seus acompanhantes os que vinham de visita para ver a pintura dos reis.
CRISTO NA CASA DE MARTA & MARIA
Como o título indica, a obra aborda uma temática religiosa, situação que predominava na pintura de Sevilha na época.
A cena principal, no entanto, acontece em um segundo plano da composição, pois pessoas comuns ocupam o primeiro plano.
O que Velázquez fez foi trazer o tema religioso para o cotidiano popular da época.
Esta abordagem de Velázquez é contrária (e inovadora) àquilo que caracterizava a pintura de Sevilha.
Ele introduziu elementos próprios da pintura de Natureza-Morta, como alimentos, objetos e utensílios domésticos, e da Pintura de gênero, como os afazeres domésticos, na representação de uma passagem bíblica (sobre arte com temática religiosa.
O TRIUNFO DE BACOS
A pintura apresenta uma cena em que aparecem o deus Baco coroando, com uma coroa de folhas de videira, um dos sete bêbados a sua volta.
O homem coroado pode ser um poeta inspirado pelo vinho. Outro personagem semi-mitológico observa a coroação.
Alguns dos personagens que acompanham a coroação olham para o espectador e sorriem.
Baco é representado como o deus que recompensou ou presenteou o ser humano com o vinho, que temporariamente os livra de seus problemas.
Na literatura barroca, Baco é considerado uma alegoria sobre libertação humana da escravidão da vida diária.
É possível que Velázquez tenha feito uma paródia da alegoria, por considerá-la medíocre.
Na obra, o deus é representado como uma pessoa, mas sua pele é mais clara que a dos demais, para que possa ser mais facilmente reconhecido.
A cena pode ser dividida em duas partes. À esquerda, há a figura de Baco, bem iluminada, semelhante ao estilo italiano inspirado por Caravaggio.
Baco e o personagem atrás dele remetem à mitologia clássica e são representados da maneira tradicional.
Nota-se a idealização da face do deus, a luz que o ilumina e um estilo mais classicista.
O lado direito apresenta alguns bêbados, homens da rua que nos convidam a entrar na festa, com uma atmosfera bem espanhola, similar ao estilo de José de Ribera.
Não há nenhuma idealização neles, que apresentam faces grandes e desgastadas.
A luz que ilumina Baco não está presente neste lado, e as figuras são imersas em um chiaroscuro evidente. Ademais, as pinceladas são mais impressionistas.
Velázquez introduz nesta obra um aspecto provando em um assunto mitológico, uma tendência que ele viria a cultivar mais durante os anos seguintes.
Há vários elementos que dão naturalismo à obra, como a garrafa e o jarro que aparecem no chão, próximas ao pé do deus, e o realismo do corpo da divindade.
Jogando com o brilho, Velázquez deu relevo e texturas à garrafa e ao jarro, criando algo similar a uma natureza morta. Estes objetos são bastante similares aos que aparecem em pinturas do período sevilhano de Velázquez.

VENUS AO ESPELHO

Vénus olhando-se ao espelho ou La venus del espejo é uma pintura de Diego Velázquez (1599-1660) que se encontra na National Gallery em Londres, onde é exibida como The Toilet of Venus ou The Rokeby Venus. O apelido “Rokeby” provém de que durante todo o século XIX estava no Rokeby Hall de Yorkshire. Anteriormente pertenceu à Casa de Alba e a Godoy, época na que seguramente se conservava no Palácio de Buenavista de Madrid.

A obra representa a deusa Vênus numa pose erótica, deitada sobre uma cama e olhando a um espelho que sustém o deus do amor sensual, o seu filho Cupido. Trata-se de um tema mitológico ao que Velázquez, como é usual em ele, dá trato mundano. Não trata a figura como uma deusa senão, simplesmente, como uma mulher. Esta vez, porém, prescinde do toque irônico que emprega com Baco, Marte ou Vulcano.

A RENDIÇÃO DE BREDA

Velázquez desenvolve o tema sem vanglória nem sangue. Os dois protagonistas estão no centro da cena e parecem dialogar mais como amigos do que como inimigos.

Justino de Nassau aparece com as chaves de Breda na mão e faz ademão de ajoelhar-se, o qual é impedido pelo seu adversário que põe uma mão sobre seu ombro para evitar que se humilhe.

Neste senso, é uma ruptura com a tradicional representação do herói militar, que costumava representar-se erguido sobre o derrotado, humilhando-o. Igualmente afasta-se do hieratismo que dominava os quadros de batalhas.
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  1. Para quem gosta de arte , um pouco de Velazques!!

    • Yvilla Emylle Pereira da Silva
    • 8 de Outubro, 2012

    Bem Diego Velásquez é sem sombra de dúvidas um dos pintores que eu mas admiro pois sua capacidade e agilidade são impressionantemente,eu sempre digo:”A ARTE NÃO É PARA SER CONTADA E SIM VIVIDA POR CADA UM QUE TEM ELA EM SEU CORAÇÃO”.Viva a arte faça arte com o coração com amor e acima de tudo com humildade no coração.

  2. TOMA GOSTOSA LAPADA NA RACHADA IA TÁ GOSTANDO LAPADA NA RACHADA (8′ RADICALL MANEIRO OS QUADROS DO COROA !!!!!!!!!!!!!!!!! COM TODO RESPEITO ESSE TEXTO TÁ MASSA

    • gabriela
    • 3 de Setembro, 2013

    essas obras são fantasticas beijos

    • beatriz
    • 4 de Setembro, 2013

    muito interessante más é muita falta de vergonha na cara uma mulher fica se olhando no espelho nua.kkkkkkkk…

    • charlene
    • 29 de Outubro, 2013

    fantasticas essas obras !!!!! ADOREI!!!

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